Belo Horizonte, 10 de outubro de 2026

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Atuação de ‘serial killer’ é descartada pelo DHPP após sete corpos achados em sacos plásticos

Delegada afirma que semelhanças entre os homicídios não comprovam ligação entre os casos; polícia já trabalha com suspeitos e possíveis motivações
Foto: Reprodução/ Redes sociais

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O DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa) de São Paulo descarta, até o momento, a atuação de um “serial killer” nos casos de corpos encontrados em sacos plásticos ou enrolados em tecidos na capital paulista. A diretora do departamento, delegada Ivalda Aleixo, afirmou nesta quarta-feira (07/10) que, apesar das semelhanças entre algumas das mortes, não há provas de que os crimes tenham sido cometidos pela mesma pessoa.

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A Polícia Civil investiga pelo menos sete casos de pessoas já identificadas que foram encontradas mortas nessas condições. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), o DHPP já trabalha com suspeitos e possíveis motivações para os homicídios. Algumas ocorrências podem ter relação com vingança ou justiçamento.

A repercussão dos casos aumentou após circularem boatos nas redes sociais de que as mortes poderiam estar ligadas a um único autor. De acordo com Ivalda Aleixo, encontrar vítimas dentro de sacos plásticos ou enroladas em lençóis é uma prática conhecida no universo criminal e, isoladamente, não permite apontar a existência de um serial killer em São Paulo.

O Núcleo de Perfilamento Criminal do DHPP analisa os casos individualmente e compara possíveis conexões, incluindo aspectos geográficos. Até agora, porém, não foi comprovada qualquer ligação entre os crimes. “Não transformem crimes reais em uma série de terror antes que se tenha um mínimo de provas”, afirmou a delegada, que também alertou para os efeitos da divulgação de boatos sobre familiares de pessoas desaparecidas.

Além dos sete casos já identificados, uma oitava vítima ainda não teve a identidade descoberta. As equipes policiais continuam trabalhando para obter informações sobre esse caso, enquanto todas as mortes são investigadas de forma individualizada.