Belo Horizonte, 13 de junho de 2026

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Autoridade investiga possível contaminação de material radioativo no Ipen

Ocorrência envolvendo substâncias usadas na medicina nuclear mobilizou órgãos de fiscalização e abriu uma apuração sobre o que aconteceu dentro da instituição
Foto: Reprodução

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A Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) investiga uma ocorrência registrada no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), na Cidade Universitária, Zona Oeste de São Paulo, após uma denúncia sobre possível contaminação por material radioativo. O instituto informou que não houve contaminação de funcionários nem vazamento de material para fora da unidade. Segundo a Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), o próprio Ipen comunicou oficialmente o caso e encaminhou um relatório técnico para análise.

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A situação ocorreu em 29 de maio, durante a produção de geradores de Molibdênio-99 e Tecnécio-99m no Centro de Radiofarmácia. De acordo com o Ipen, a roupa de um técnico apresentou contaminação, que foi identificada imediatamente pelos sistemas de detecção da instalação. O operador realizou a limpeza e o isolamento da vestimenta conforme os protocolos de segurança.

Dias depois, um leve traço de contaminação foi encontrado no piso próximo a um detector e acabou sendo identificado no calçado de um segundo trabalhador. Os dois profissionais passaram por exame de contagem de corpo inteiro, utilizado para verificar possíveis contaminações internas. O resultado apontou que a contaminação ficou restrita às roupas externas, sem qualquer impacto à saúde dos envolvidos.

O Molibdênio-99 e o Tecnécio-99m são materiais usados na medicina nuclear para exames de imagem. O primeiro atua como gerador do segundo, que é empregado em procedimentos como cintilografias para avaliação de órgãos como coração, rins e ossos. Segundo o instituto, nenhum funcionário permanece sob observação, não há riscos residuais e os envolvidos receberam novo treinamento enquanto os procedimentos internos seguem em avaliação.

O caso ganhou repercussão após o Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Federal no Estado de São Paulo (Sindsef-SP) e a Associação dos Servidores do Ipen (Assipen) solicitarem informações oficiais sobre a ocorrência. O instituto afirmou que a investigação teve origem em uma denúncia anônima encaminhada à ANSN e declarou considerar falsas algumas informações divulgadas sobre o episódio. O Ipen informou ainda que os autores da denúncia serão “objeto de investigação policial e devidamente processados”.