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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão do cirurgião-dentista Vitório Campos da Silva, de 73 anos, condenado a 14 anos por participação nos atos de 8 de janeiro de 2023. A decisão ocorre após o réu perder o terceiro recurso contra a condenação. Segundo as investigações, ele esteve envolvido na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília, incluindo o gabinete da primeira-dama Janja da Silva, no Palácio do Planalto.
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De acordo com a Polícia Federal, Vitório Campos da Silva praticou atos de vandalismo dentro do local usando óculos escuros e uniforme com características militares. Além disso, ele foi condenado pela Primeira Turma do STF por crimes como tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, associação criminosa e danos ao patrimônio público e tombado. Dessa forma, a pena foi fixada em 14 anos de prisão.
A ordem de prisão foi expedida no dia 8 de abril, poucos dias após a rejeição do último recurso, registrada em 27 de março. Desde abril de 2023, no entanto, o dentista cumpria prisão domiciliar. Agora, com a nova decisão, o cumprimento da pena deve avançar para outro regime, conforme determinação do Supremo.
Enquanto isso, a defesa solicitou que o período de aproximadamente três anos em prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, seja abatido da pena total. Por outro lado, na decisão, Alexandre de Moraes determinou que a Vara de Execuções Penais de Marabá, no Pará, fique responsável pelo cálculo do tempo restante a ser cumprido.







