Belo Horizonte, 25 de abril de 2026

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Defesa de Jairinho abandona júri no caso Henry Borel e julgamento é adiado

Saída dos advogados durante sessão provoca reação da Justiça, gera custos à defesa e adia decisão enquanto família critica estratégia adotada
Julgamento do caso Henry Borel é adiado após abandono da defesa
Julgamento do caso Henry Borel é adiado após abandono da defesa - Foto: Reprodução/TV Globo

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O julgamento do caso Henry Borel foi suspenso na manhã desta segunda-feira (23/03) após a defesa de Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, abandonar o plenário durante a primeira sessão. Com isso, o júri foi adiado para 22 de junho. Além disso, a outra ré no processo, Monique Medeiros, teve a prisão relaxada. A sessão havia começado às 10h35, com o sorteio dos jurados e a leitura da denúncia.

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Durante a abertura, a defesa de Jairinho pediu o adiamento do julgamento, alegando dificuldades no acesso às provas. No entanto, a juíza Elizabeth Machado Louro negou o pedido. Em seguida, os advogados deixaram o plenário, o que levou à interrupção imediata da sessão. Diante disso, a magistrada classificou a atitude como abandono processual e uma afronta à Justiça.

Ainda segundo a juíza, a conduta dos defensores foi considerada “atentatória contra a dignidade da Justiça”. Por esse motivo, ela determinou que a banca de advogados arque com todos os custos gerados pela sessão, incluindo despesas com deslocamento de servidores, hospedagem dos jurados e alimentação dos envolvidos. Além disso, o caso foi encaminhado à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que poderá avaliar possíveis sanções ético-disciplinares.

O vereador Leniel Borel, pai de Henry, criticou duramente o adiamento do júri. Para ele, a decisão representa um novo sofrimento para a família. O menino morreu em 2021, aos quatro anos, e o padrasto, Jairinho, é réu por homicídio qualificado, enquanto a mãe, Monique Medeiros, responde por omissão.

“O que foi feito aqui hoje é um assassinato, um terrorismo contra uma família que luta. É um desrespeito com a memória do Henry e com a minha família. O Henry não está mais aqui para contar a história dele, mas eu estou aqui para continuar esse legado. E aí fazem novamente uma palhaçada, uma estratégia protelatória. O que foi feito aqui é verdadeiramente um assassinato”, afirmou Leniel Borel após a decisão.