Belo Horizonte, 25 de abril de 2026

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Estreito de Ormuz é reaberto com tráfego restrito sob controle do Irã

Passagem limitada a poucos navios por dia provoca fila de embarcações e aumenta a pressão na principal rota do petróleo mundial
Estreito de Ormuz reaberto com tráfego restrito
Estreito de Ormuz reaberto com tráfego restrito - Foto: REUTERS/ Stringer

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O Estreito de Ormuz foi reaberto nesta quarta-feira (08/04), porém segue com tráfego restrito e sob controle do Irã, o que mantém impactos no comércio global de energia. A liberação foi confirmada pelo vice-chanceler Saeed Khatibzadeh, que afirmou que a travessia depende de autorização prévia das autoridades militares iranianas. Assim, apesar da retomada parcial, a navegação continua longe da normalidade, com reflexos diretos no transporte de petróleo e nos preços internacionais.

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Segundo o governo iraniano, navios que se comunicarem com Teerã podem receber autorização, desde que não sejam considerados hostis. No entanto, o fluxo foi drasticamente reduzido, com a liberação de até 15 embarcações por dia, número muito inferior às cerca de 130 que transitavam diariamente antes do conflito. Além disso, o próprio Irã justificou que as restrições ainda refletem o cenário de guerra, incluindo riscos como minas marítimas e limitações operacionais.

Mesmo com um cessar-fogo de 14 dias acordado com os Estados Unidos, a situação permanece instável. Como consequência, a navegação segue lenta e cercada de incertezas. Ao mesmo tempo, contratos de petróleo voltaram a subir após a reabertura parcial, indicando que o mercado ainda reage à insegurança na principal rota energética do mundo. Autoridades iranianas também admitem que o modelo de controle pode enfrentar dificuldades práticas, devido ao alto volume de embarcações que dependem da passagem.

A restrição imposta pelo Irã gerou reação internacional. A União Europeia criticou qualquer limitação à travessia, defendendo a liberdade de navegação, enquanto a França classificou como “inaceitável” a possibilidade de cobrança ou controle excessivo.

Nesta quinta-feira (09/04), o ministro da Indústria dos Emirados Árabes Unidos, Sultan al Jaber, reforçou a pressão ao pedir a abertura total do estreito. Al Jaber afirmou que 230 navios carregados de petróleo estão prontos para zarpar, mas seguem impedidos devido às restrições. Em declaração pública, ele defendeu que o Estreito de Ormuz deve operar “plena, incondicionalmente e sem restrições”, alertando que a segurança energética e a estabilidade econômica global dependem disso. Além disso, criticou o controle iraniano, afirmando que a passagem está sujeita a permissões e pressão política, o que, segundo ele, contraria o direito internacional e compromete o fluxo de cerca de 20% do comércio mundial de energia.