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O artista de rua Jonathan Oliveira, conhecido como “Porquinho da Paulista”, foi atacado com um garfo por um apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro durante a manifestação realizada no domingo (07/09), na Avenida Paulista, em São Paulo. O episódio foi registrado em vídeo e repercutiu nas redes sociais. Nas imagens, Jonathan aparece cantando e dançando com uma criança, quando um homem, vestido com a camisa do Brasil, surge por trás de um gradil e desfere quatro golpes com o objeto, tentando perfurar a fantasia usada pelo artista.
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O “Porquinho da Paulista” tem mais de 200 mil seguidores e ficou famoso por se apresentar na avenida caracterizado com uma fantasia de porco. Ao perceber o ataque, Jonathan interrompeu a música e avisou que a polícia estava no local. O agressor rebateu, afirmando que a apresentação era “uma palhaçada”. O público, que acompanhava a performance, reagiu com vaias, fazendo o homem deixar o espaço. Posteriormente, o artista compartilhou o registro do episódio e desabafou: “Ainda bem que só furou a fantasia e não a minha pele. Mas, a forma que ele fez, foi com intenção. Graças a Deus não aconteceu nada”.
A agressão aconteceu no mesmo dia em que apoiadores de Bolsonaro se reuniram na Avenida Paulista em um ato pedindo anistia aos condenados pelos ataques de 8 de janeiro. Segundo Jonathan, a polícia só interveio após a reação do público. “Minha primeira reação foi ‘a polícia está ali’, mas ninguém fez nada. A polícia só interveio porque as pessoas foram me defender e foram pra cima do senhor, que estava descontrolado”, relatou.
O artista explicou que o agressor chegou a debochar de sua apresentação, dizendo que sua vida era próspera e, por isso, não precisava “fazer palhaçada”. Jonathan destacou ainda que a violência só não foi maior por conta da grade de proteção. “Se não houvesse aquela grade ali, ele tinha dado uma garfada realmente nas minhas costas. Eu vou abrir um B.O. no nome dele mesmo. Uma coisa dessa não se faz. Se fosse o contrário, imaginem-me no dia 7 de Setembro pegando um garfo e furando um idoso na Paulista. A polícia me pegaria e já teria me prendido”, afirmou.







