Belo Horizonte, 5 de novembro de 2026

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Operação na Flórida prende 281 pessoas e inclui funcionários da Disney e da Universal entre suspeitos

Entre os detidos, 17 trabalhavam nos parques de diversão, sendo sete suspeitos de crimes sexuais contra crianças
Foto: Divulgação

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Uma operação policial realizada na Flórida, nos Estados Unidos, terminou com a prisão de 281 pessoas suspeitas de envolvimento em crimes sexuais contra crianças e tráfico humano. Entre os detidos estão 17 funcionários de dois dos maiores complexos de entretenimento do estado: 13 trabalhavam no Walt Disney World Resort e outros quatro no Universal Studios. A ação também resultou em 488 novas acusações, sendo 198 por crimes considerados graves. O balanço foi divulgado nesta sexta-feira (30/10).

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As investigações foram divididas em duas frentes sigilosas. A primeira teve como alvo adultos que viajavam para encontrar menores de idade com a intenção de praticar atos sexuais ilegais e terminou com 32 prisões. Já a segunda foi direcionada ao combate ao tráfico humano e levou à detenção de outras 249 pessoas, entre elas 117 suspeitos de comprar serviços sexuais e 122 investigados por prostituição. Todos os suspeitos foram atraídos para encontros com policiais disfarçados, que se apresentavam como crianças ou adolescentes.

Entre os casos que chamaram a atenção dos investigadores está o de um homem que afirmou já ter trabalhado como o personagem Mickey Mouse no Walt Disney World. Durante a abordagem, ele carregava duas mochilas cheias de fraldas. Segundo as informações da investigação, o suspeito teria dito aos detetives: “Gosto de ser fetichista e safadinho e podemos ser fetichistas e safadinhos juntos”. Outro funcionário da Disney, que ainda mantinha o uniforme de trabalho dentro do carro, foi preso ao tentar se encontrar com um policial que se passava por um menino de 13 anos.

Dos 17 funcionários dos parques detidos, sete foram identificados como suspeitos de crimes sexuais contra crianças. A operação também investigou pessoas envolvidas na compra de serviços sexuais, prostituição e abuso infantil. Durante as apurações, os policiais identificaram ainda outras possíveis infrações, incluindo porte ilegal de armas, posse de drogas, crueldade contra menores e até histórico de roubo a banco.

O procurador-geral da Flórida, James Uthmeier, afirmou que as autoridades vão atuar com rigor contra os suspeitos de crimes envolvendo crianças. “Predadores que visam as crianças da Flórida serão caçados e processados com todo o rigor da lei”, declarou. Segundo os dados divulgados, apenas 40 dos 281 presos moram no Condado de Polk, responsável por liderar as investigações. Os demais vieram de diferentes regiões da Flórida, de outros 20 estados americanos e de 18 países. As autoridades também informaram que 32 detidos estavam em situação migratória irregular, sendo que 16 foram transferidos para a custódia do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE). Pela legislação local, viajar para encontrar um menor com a intenção de praticar atividade sexual ilícita é crime grave, com pena que pode chegar a 15 anos de prisão.