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O presidente da Argentina, Javier Milei, foi denunciado por dois advogados argentinos sob suspeita de usar recursos públicos para viajar ao Brasil e participar do evento que marcou o lançamento da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. A representação criminal aponta possíveis crimes de descumprimento de dever funcional e uso irregular de recursos do Estado.
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Segundo a denúncia, Milei teria utilizado o avião presidencial, verbas públicas e uma comitiva de funcionários do governo argentino para participar de uma agenda de caráter político-partidário em São Paulo, sem que a viagem fosse considerada uma missão oficial no Brasil.
O presidente argentino esteve na capital paulista no último fim de semana para o evento de lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro. Durante sua participação, fez críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao Supremo Tribunal Federal (STF), aumentando a tensão nas relações diplomáticas entre Brasil e Argentina.
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Os advogados José Lucas Magioncalda e Juan Martín Fazio afirmam que as declarações de Milei contra Lula e o ministro Alexandre de Moraes indicariam uma interferência na política interna brasileira. A ação também cita documentos internacionais, como a Carta da Organização das Nações Unidas (ONU), a Carta da Organização dos Estados Americanos (OEA) e a Resolução 2625 da Assembleia Geral da ONU, que tratam do princípio de não intervenção entre países.
Durante discurso no evento, Milei afirmou que apenas Flávio Bolsonaro “pode parar Lula e trazer uma verdadeira mudança para todos os brasileiros” e declarou que o Brasil estaria “a caminho da crise da dívida”. Questionado sobre as falas do argentino, Lula respondeu: “Eu? Quem é esse cara?”. A declaração ocorreu antes de uma reunião com o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, no Palácio do Itamaraty.







