Belo Horizonte, 5 de junho de 2026

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Polícia pede indiciamento de Deolane, Marcola e mais quatro por suspeita de lavagem de dinheiro

Relatório cita o líder do PCC, movimentações milionárias, bens de luxo e possíveis conexões financeiras entre os investigados
Foto: Danilo Verpa/ Folhapress

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A Polícia Civil de São Paulo encaminhou à Justiça um relatório complementar da Operação Vérnix solicitando o indiciamento de seis pessoas por suspeita de lavagem de dinheiro. Entre os nomes citados estão a influenciadora e advogada Deolane Bezerra, Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder do PCC, seu irmão Alejandro Juvenal Herbas Camacho Júnior, Everton de Souza, apontado como operador financeiro da organização, além de Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho e Paloma Sanches Herbas Camacho.

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O documento também pede o sequestro de veículos de luxo apreendidos durante as investigações e a custódia cautelar de relógios e joias, que ficariam sob responsabilidade da Caixa Econômica Federal. Além disso, a Polícia Civil solicitou autorização para compartilhar informações da apuração com a Polícia Federal. Entre os bens analisados pelos investigadores está uma Lamborghini Huracán Evo que, segundo o relatório, teria sido transferida de uma empresa ligada ao cantor MC Ryan SP para uma empresa patrimonial de Deolane pouco antes da operação.

De acordo com os investigadores, a movimentação do veículo não foi tratada como um fato isolado. A polícia aponta que a transferência ocorreu dentro de um contexto de circulação de bens de alto valor entre empresas patrimoniais e sucessivas mudanças de titularidade. O relatório também cita a investigação da Operação Narco Fluxo, que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo empresas do setor de entretenimento, apostas ilegais e rifas digitais. Segundo a apuração, a conta de Deolane movimentou R$ 5,3 milhões entre maio e junho do ano passado.

Ainda conforme os documentos da investigação, nesse período a influenciadora recebeu R$ 430 mil da produtora ligada a MC Ryan SP. Para os investigadores, a transferência não apresentaria justificativa comercial aparente e pode indicar uma ligação financeira entre os alvos investigados. O relatório também destaca a relação entre Deolane e Everton de Souza. Em um imóvel vinculado a ele, policiais encontraram dinheiro em espécie, máquinas de contar cédulas, materiais para acondicionamento de valores e documentos relacionados à influenciadora.

Durante as buscas realizadas anteriormente na residência de Deolane, foram apreendidos veículos de luxo, joias, relógios, celulares, notebooks, documentos, dinheiro em espécie e moeda estrangeira. Entre os itens recolhidos estavam 19 relógios, 40 joias, R$ 51,4 mil em dinheiro vivo e 1,5 mil euros. A investigação também incorporou relatos de uma ex-funcionária que teria denunciado ameaças. Segundo o relatório, mensagens e áudios analisados mencionam suposto uso de recursos de origem criminosa e possíveis práticas de ocultação patrimonial envolvendo pessoas próximas à influenciadora.