Belo Horizonte, 14 de julho de 2026

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Justiça nega recurso de advogado acusado de matar companheira e mantém julgamento por júri popular

TJMG rejeitou os argumentos da defesa e confirmou que o réu continuará respondendo por homicídio qualificado e feminicídio pela morte da advogada Carolina Magalhães em Belo Horizonte
Justiça nega recurso de advogado acusado de matar companheira em BH
Justiça nega recurso de advogado acusado de matar companheira em BH - Foto: Reprodução

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A Justiça de Minas Gerais negou o recurso apresentado pela defesa do advogado Raul Rodrigues Costa Lages, acusado de matar a companheira, a advogada Carolina da Cunha Pereira França Magalhães, em Belo Horizonte. A decisão foi tomada nesta terça-feira (14/07) pela 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), que manteve o processo e confirmou que o réu será levado a julgamento pelo Tribunal do Júri.

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Carolina morreu em junho de 2022, aos 40 anos, após cair do 8º andar de um prédio no bairro São Bento, na Região Centro-Sul da capital. Segundo o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Raul não aceitava o fim do relacionamento e matou a companheira. Em outubro de 2025, ele foi pronunciado para responder ao júri popular por homicídio qualificado por motivo torpe, por recurso que dificultou a defesa da vítima e por feminicídio, em contexto de violência doméstica.

No recurso, a defesa pediu a anulação do processo alegando suposta quebra da cadeia de custódia no local do crime e cerceamento de defesa. Os advogados também apontaram supostos vícios processuais e sustentaram a tese de que Carolina teria cometido suicídio.

Ao analisar o caso, a 5ª Câmara Criminal do TJMG rejeitou os argumentos apresentados pela defesa e manteve a decisão de primeira instância. Com isso, Raul Rodrigues Costa Lages continuará respondendo ao processo e será julgado pelo Tribunal do Júri pelos crimes apontados pelo Ministério Público.