Belo Horizonte, 25 de abril de 2026

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Brasileira que diz ser vítima de Jeffrey Epstein afirmou que Trump está envolvido em mais do que apenas e-mails

Marina Lacerda, identificada como “vítima menor número um”, afirma que a mudança de postura de Trump sobre a liberação dos documentos busca controlar a narrativa e reduzir a visibilidade das vítimas
Brasileira vítima de Epstein diz que Trump está envolvido em mais do que apenas e-mails
Brasileira vítima de Epstein diz que Trump está envolvido em mais do que apenas e-mails - Foto: Getty Images

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A brasileira Marina Lacerda, referida como “vítima menor número um” nos documentos do suposto esquema de exploração e tráfico sexual comandado por Jeffrey Epstein, afirma que Donald Trump pode estar mais ligado ao caso do que se sabe até agora. Ela destaca que a recente mudança de postura do presidente dos Estados Unidos, que agora pede a liberação completa dos arquivos da investigação, seria uma tentativa de controlar a narrativa e reduzir a visibilidade das vítimas.

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O republicano, pressionado por sua base após documentos levantarem novas dúvidas sobre o quanto sabia dos crimes supostamente cometidos por Epstein, pediu nesta segunda-feira (17/11) aos congressistas de seu partido para que votem pela liberação dos arquivos da investigação. Porém, Marina acredita que a atitude acontece porque Trump “não vai querer ir contra” as vítimas, já que isso ampliaria ainda mais a repercussão internacional do caso. “Ele quer silenciar a gente, e o único jeito é estar do nosso lado”, afirma. Para ela, o ex-presidente tem mais envolvimento no escândalo do que as citações e trocas de e-mails já conhecidas, e a relação entre ele e Epstein ainda não foi completamente esclarecida.

Em entrevista concedida antes da mudança de posição do presidente americano, Marina lembrou que em 2009 Trump demonstrava interesse em ajudar a divulgar a história das vítimas, mas depois adotou postura oposta. “Quando a pessoa esconde, a gente sabe que tem envolvimento. Tenho minhas razões para acreditar que ele está envolvido em mais coisas do que só e-mails com Epstein”, diz.

Ainda assim, Marina acredita que, mesmo com a mudança de discurso do presidente americano, as vítimas continuarão enfrentando obstáculos. “Nós estávamos chegando perto de ter esses fatos divulgados ao público. Agora, vamos ter que brigar mais”, afirma, reforçando que a luta por visibilidade continua.

Ao recordar sua vivência na casa de Epstein, Marina descreve como funcionava a manipulação das garotas, sempre baseada em promessas de dinheiro e possível ajuda para conseguir visto permanente no país. Segundo ela, Epstein dizia ser “dono do banco, do governo e do presidente”. No local, havia diversas fotos do abusador ao lado de autoridades e figuras públicas, incluindo o ex-príncipe Andrew, irmão do rei Charles 3º, e o ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton.