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A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu que a morte de três mulheres da mesma família no bairro Barro Preto, região Centro-Sul de Belo Horizonte, foi um caso de homicídio seguido de suicídio. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (26/06), após a conclusão do inquérito conduzido pela Delegacia Especializada de Homicídios (DEH) Leste. O crime chocou a capital mineira em maio deste ano, quando os corpos foram encontrados em estado avançado de decomposição dentro de um apartamento.
Segundo a investigação, as mortes foram premeditadas por Daniela Antonini, de 42 anos. Ela teria matado a própria mãe, Cristiana Antonini, de 68, e a filha, Giovanna Antonini, de 1 ano e 7 meses, antes de tirar a própria vida. Além das vítimas humanas, quatro cachorros da família também morreram no local. De acordo com a Polícia Civil, Daniela vedou o ambiente, preparou braseiros e aguardou o momento em que todas estivessem dormindo para cometer o crime.
A delegada responsável pelo caso, Iara França Camargos, explicou que a mãe de Daniela já dormia sob efeito de medicamentos. “Chegamos à conclusão de que ela arquitetou o ato, o que caracteriza o crime de homicídio seguido de suicídio. Ela vedou o ambiente, preparou os braseiros e deitou com a filha e a mãe que já dormia sob efeito de medicação”, informou. A polícia acredita que as mortes ocorreram na noite de 6 de maio.
Os corpos só foram encontrados três dias depois, no dia 9 de maio, após vizinhos acionarem as autoridades devido ao forte cheiro vindo do imóvel. A cena encontrada pelos investigadores indicava uma ação planejada e intencional por parte de Daniela, descartando outras hipóteses investigadas inicialmente.







