Belo Horizonte, 25 de abril de 2026

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MPMG irá recorrer de decisão que absolveu mulher acusada de matar companheiro após assédio à filha de 11 anos

Promotoria afirma que decisão do júri em Belo Horizonte contraria provas do processo e pede anulação do julgamento no TJMG
Júri inocenta mulher acusada de matar companheiro que assediou filha em BH
Júri inocenta mulher acusada de matar companheiro que assediou filha em BH - Foto: Joubert Oliveira/ TJMG

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O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) informou que vai recorrer da decisão que absolveu a mulher acusada de matar o companheiro após flagrá-lo assediando a filha dela. O caso, julgado pelo Tribunal do Júri de Belo Horizonte, terminou com a ré considerada inocente pelos jurados. No entanto, o MP sustenta que a absolvição é incompatível com as provas reunidas e, por isso, pretende pedir a anulação do julgamento.

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A decisão foi tomada na terça-feira (24), quando o conselho de sentença entendeu pela inocência da acusada. Com isso, a juíza Maria Beatriz Fonseca Biasutti julgou a denúncia improcedente. Apesar disso, o Ministério Público afirma que há elementos no processo que justificam a revisão do caso. Dessa forma, o recurso será encaminhado ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), que irá analisar o pedido.

De acordo com a Promotoria, o crime aconteceu na madrugada de 11 de março de 2025, no bairro Taquaril, na Região Leste de Belo Horizonte. Conforme as investigações, a vítima, de 47 anos, mantinha um relacionamento com a mulher e, antes de morrer, teve o órgão genital cortado e o corpo queimado. Ainda assim, mesmo com esses elementos, os jurados decidiram pela absolvição.

Em nota, o Ministério Público reforçou que pretende contestar o resultado do julgamento. “O Ministério Público de Minas Gerais, por meio da 7ª Promotoria de Justiça do Tribunal do Júri de Belo Horizonte, informa que vai recorrer da decisão e solicitar a anulação do júri, por entender que a absolvição da ré é incompatível com as provas constantes nos autos”, informou o órgão. Caso o recurso seja aceito, a mulher poderá ser submetida a um novo júri popular.