Belo Horizonte, 27 de agosto de 2026

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Policial militar é suspeito de matar mulher trans e esconder corpo no Sul de Minas

Maryna Colucci estava desaparecida desde sexta-feira e foi encontrada enterrada em uma área rural entre Jacuí e Fortaleza de Minas
Foto: Redes sociais/ Reprodução

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O corpo da conselheira tutelar Maryna Colucci de Jesus, de 34 anos, foi encontrado enterrado na tarde desta terça-feira (25/08), em uma área rural entre Jacuí e Fortaleza de Minas, no Sul de Minas Gerais. Mulher trans, ela estava desaparecida desde a noite de sexta-feira (21), quando saiu de casa para aguardar a chegada de um carro. Um sargento da Polícia Militar, de 42 anos, é apontado como principal suspeito do assassinato.

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Segundo a Polícia Civil, o próprio suspeito indicou aos investigadores o local onde o corpo estava enterrado. Maryna foi localizada a cerca de 1,5 metro de profundidade, em uma região de difícil acesso próxima a uma propriedade rural. De acordo com a investigação, o policial teria relatado uma desavença com a vítima e um disparo de arma de fogo antes de levar o corpo para a zona rural.

O sargento José Sérgio de Oliveira foi preso em flagrante por ocultação de cadáver. A Polícia Civil também solicitou a prisão preventiva dele por envolvimento no feminicídio. O delegado chefe do 18º Departamento da Polícia Civil, Marcos Pimenta, afirmou que o suspeito não estava em serviço no momento do crime e deverá responder como cidadão comum.

As buscas pelo corpo começaram durante a manhã e reuniram policiais civis e militares. A localização ocorreu após investigadores reunirem informações sobre o desaparecimento de Maryna e a possibilidade de ela ter tido um relacionamento com o policial. A Polícia Militar informou que abriu um processo administrativo para apurar o caso e avaliar a permanência do sargento na corporação.

A Prefeitura de Jacuí lamentou a morte da conselheira tutelar e prestou solidariedade aos familiares, amigos e colegas de trabalho. Em nota, destacou que Maryna atuava na proteção e defesa dos direitos de crianças e adolescentes e classificou a morte como uma perda precoce e dolorosa.