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A Prefeitura de Belo Horizonte decretou, nesta sexta-feira (10/04), situação de emergência em saúde pública devido ao avanço das doenças respiratórias na capital. A medida ocorre diante do aumento expressivo nos atendimentos por doenças respiratórias em BH e da previsão de crescimento dos casos nas próximas semanas. Segundo o prefeito Álvaro Damião (União), o objetivo é ampliar a capacidade da rede municipal, além de garantir mais agilidade no acesso a insumos e medicamentos, já que o pico da demanda é esperado para daqui a duas semanas.
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De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), o número de atendimentos em UPAs e centros de saúde teve alta significativa entre fevereiro e março, saltando de 26.533 para 49.574 registros, o que representa um aumento de cerca de 87%. Em janeiro, por outro lado, haviam sido contabilizados 26.802 atendimentos.
Apesar de os hospitais municipais ainda não operarem em colapso, unidades como o Hospital Odilon Behrens e o Hospital do Barreiro já enfrentam superlotação. Além disso, o prefeito destacou que a situação não é isolada e também atinge cidades da Região Metropolitana, como Contagem. Segundo ele, há sobrecarga em postos de saúde, centros e UPAs, impulsionada principalmente pelo aumento dos casos de doenças respiratórias.
Com o decreto, a prefeitura pretende agilizar a abertura de novos leitos e reforçar a estrutura das unidades de atendimento. Conforme explicou o secretário municipal de Saúde, Miguel Paulo Duarte Neto, a medida permite maior rapidez na ampliação dos serviços e no uso de recursos. Ao mesmo tempo, a gestão municipal tenta se antecipar ao cenário projetado, já que a tendência é de aumento contínuo na procura por atendimento nas próximas semanas.
A decisão também leva em conta a expectativa de agravamento da demanda, o que pode pressionar ainda mais a rede pública. Em relação à vacinação, o secretário afirmou que, embora haja relatos pontuais de falta de doses em algumas unidades, a prefeitura realiza remanejamentos internos para evitar desabastecimento. “Quando há uma falta momentânea, a gente se organiza internamente, faz transferência entre unidades e não deixa ninguém ficar sem vacinar por falta.” Ele reforçou, ainda, a importância da vacinação como forma de reduzir casos e internações.







