Belo Horizonte, 14 de setembro de 2026

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Fachin nega julgar Moraes e Mendonça juntos e marca caso Master para 23 de setembro

Decisão mantém análise sobre Moraes para terça-feira (15/9) e deixa para o fim do mês o julgamento que questiona a atuação de Mendonça no caso Master
Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, negou neste sábado (12/09) o pedido para que os casos envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça fossem analisados em conjunto. Com isso, a situação de Moraes continua prevista para ser discutida na terça-feira (15/09), enquanto o processo que questiona a atuação de Mendonça, relator do caso Master, foi marcado para 23 de setembro.

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No caso de Alexandre de Moraes, o STF vai analisar se deve abrir uma investigação sobre a interlocução do ministro com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. Mensagens obtidas pela Polícia Federal (PF) mostram contatos entre os dois. Em uma delas, dois dias antes de ser preso, Vorcaro perguntou ao interlocutor se já deveria estar fora do país.

Já o pedido envolvendo André Mendonça questiona a condução do ministro nas investigações do caso Master, com alegações de suposta parcialidade e direcionamento seletivo. A solicitação também cita a atuação de Mendonça no inquérito que apura fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Ao responder a um ofício enviado por Moraes, Fachin afirmou que os processos “possuem contornos e objetos bem delineados, circunstância que viabiliza, desde logo, a apreciação em autos próprios, preservando-se os limites da matéria ora submetidas ao plenário”. O presidente do STF também apontou que os prazos são diferentes: o caso envolvendo Moraes está liberado para julgamento desde 6 de setembro, enquanto o processo contra Mendonça ainda tem prazos em andamento.

Fachin ainda mencionou o pedido de Moraes para retirar integralmente o sigilo do caso Master, com o objetivo de evitar “escolha seletiva e direcionamento subjetivo” e garantir “total isonomia”. Mendonça, que é o relator do caso Master, afirmou que “todas as peças efetivamente disponíveis já foram devidamente publicizadas”.