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A audiência preliminar do cantor D4vd, cujo nome de batismo é David Anthony Burke, de 21 anos, foi iniciada nesta terça-feira (21/07) e trouxe novas informações sobre o caso envolvendo a morte da adolescente Celeste Rivas Hernandez, de 14 anos. O artista responde por acusações de homicídio em primeiro grau, abuso sexual de menor de 14 anos e mutilação de restos mortais. Segundo os promotores, o crime teria sido motivado pela tentativa de impedir que a jovem revelasse o relacionamento entre os dois.
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O corpo de Celeste Rivas foi encontrado em setembro do ano passado dentro de um Tesla registrado em nome de D4vd. Durante o primeiro dia da audiência, o detetive Joshua Byers, do Departamento de Polícia de Los Angeles, afirmou que o corpo estava em avançado estado de decomposição e disse que, ao abrir o porta-malas do veículo, identificou um “cheiro muito característico” de cadáver. Segundo ele, a condição dos restos mortais havia tornado a vítima irreconhecível. “Havia bastante decomposição, a ponto de o descolamento da pele (…) tê-la tornado irreconhecível”, declarou Byers. Durante a audiência, também foram exibidas fotografias dos restos mortais encontrados no carro.
Na quarta-feira (22/07), no segundo dia da audiência, a acusação afirmou que o contrato milionário de D4vd com a Interscope Records reforçaria uma possível motivação financeira para o assassinato. Um executivo ligado à antiga gravadora do cantor prestou depoimento sobre os valores pagos ao artista. A acusação afirma que Burke conheceu Celeste quando ela tinha 11 anos e que o relacionamento sexual teria começado quando a adolescente tinha 13 anos. Durante a sessão, foi exibido um vídeo de câmera corporal em que o cantor aparece dizendo às autoridades: “Ela me disse que tinha 18. Todos dizem que ela tinha 13”.
- Relembre o caso: Corpo de adolescente é encontrado em Tesla registrado no nome do cantor D4vd em Los Angeles
Durante os depoimentos, os promotores apresentaram imagens da investigação e afirmaram que Burke teria usado cartões de crédito para comprar objetos que poderiam ter sido utilizados após o crime, incluindo uma motosserra, um saco para cadáveres e uma pá. Segundo a acusação, Burke teria desmembrado o corpo da adolescente e retirado os dedos anelar e mindinho, locais onde Celeste tinha tatuagens relacionadas ao cantor: uma com o nome dele e outra com a inscrição “shhh”, que teria sido feita como uma tatuagem combinada entre os dois. O processo também aponta que o artista teria usado o celular da jovem após a morte para tentar ocultar o crime. Câmeras de segurança registraram que D4vd foi a última pessoa a dirigir o Tesla onde os restos mortais foram encontrados, em 29 de julho de 2025.
D4vd compareceu à audiência usando um macacão laranja de presidiário e, segundo relatos da imprensa, não demonstrou reação ao ver as imagens apresentadas no tribunal. De acordo com a revista People, o cantor apenas teria olhado com mais atenção para uma das fotos que mostrava o dedo da vítima com a tatuagem. Os pais de Celeste Rivas, que acompanharam a sessão em Los Angeles, foram vistos chorando ao serem expostos às imagens da filha. Burke se declarou inocente das acusações, e a defesa afirmou que o cantor “não foi a causa” da morte da adolescente. Ele está preso sob acusação de assassinar Celeste a facadas em 23 de abril de 2025. Caso seja condenado, poderá receber pena de prisão perpétua ou até pena de morte.







