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O jornalista Renato Machado morreu na manhã desta quinta-feira (16/07), aos 83 anos, na Clínica São Vicente, na Gávea, Zona Sul do Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pela unidade de saúde, que lamentou a morte e prestou solidariedade aos familiares. A causa do falecimento não foi divulgada. Com uma carreira de mais de quatro décadas na TV Globo, Renato marcou gerações de telespectadores e se tornou um dos principais nomes do jornalismo brasileiro.
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Ao longo da trajetória na televisão, Renato Machado apresentou o Bom Dia Brasil, o Jornal da Globo e o RJTV. Também fez parte da bancada do Jornal Nacional, além de atuar como correspondente internacional e repórter especial. Antes de chegar à TV Globo, iniciou a carreira no Jornal do Brasil, em 1969.
Durante a carreira, participou da cobertura de acontecimentos históricos que marcaram o mundo, entre eles a Guerra das Malvinas, os atentados em Paris, em 1986, e o desastre nuclear de Chernobyl. Após um período na TV Manchete, em 1990, retornou à Globo no ano seguinte para produzir reportagens especiais para o Globo Repórter. Em 1996, assumiu a apresentação e a editoria-chefe do Bom Dia Brasil, onde permaneceu até 2011, ajudando a modernizar o formato do telejornal com uma apresentação mais dinâmica e próxima do público.
A morte de Renato Machado gerou manifestações de colegas de profissão. William Bonner publicou uma foto do jornalista e relembrou um vídeo gravado nos bastidores da Globo em 2015. Edney Silvestre escreveu: “Adeus, Renato Machado, mestre nos desafios do bom jornalismo, amante da música de Richard Wagner, indicador de bons vinhos e senhor absoluto da elegância de bons papos que a gente torcia para não terminarem nunca”. Ana Maria Braga também prestou homenagem: “Pelo pouco que pude esbarrar com ele, resta olhar esse homem com grande admiração. Ele sempre tinha uma ironia e graça no meio das frases, um homem muito inteligente. Meus sentimentos”. Já Roberto Kovalick destacou: “Convivi com ele por quase três anos. Algumas das minhas melhores histórias, as mais engraçadas e comoventes, envolvem ele. Renato não passava despercebido. Deixa legado como jornalista e como pessoa”.







