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Entram em vigor hoje, 6 de agosto, as novas tarifas de exportação dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, com alíquota total de 50%. A medida afeta 35,9% das mercadorias exportadas do Brasil para os EUA, o que corresponde a 4% do total das exportações brasileiras. Segundo comunicado oficial da Casa Branca, a decisão foi tomada em resposta a ações do governo brasileiro consideradas como uma “ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional, à política externa e à economia dos EUA”.
O decreto foi assinado no último dia 30 de julho pelo presidente Donald Trump e adiciona uma taxa extra de 40% aos produtos brasileiros, que já pagavam 10%. Com isso, parte significativa dos itens enviados do Brasil passa a pagar a maior tarifa de exportação atualmente praticada pelos Estados Unidos. O objetivo da nova política comercial é conter a perda de competitividade americana em setores estratégicos frente à China.
Entre os produtos brasileiros que vão pagar mais caro para entrar no mercado norte-americano estão café, frutas e carnes. No entanto, cerca de 700 produtos foram excluídos da medida, como o suco e a polpa de laranja, combustíveis, fertilizantes, petróleo, veículos e peças, polpa de madeira, celulose, aeronaves civis e seus componentes, além de alguns produtos energéticos e metais preciosos.
A iniciativa, segundo a Casa Branca, busca favorecer a indústria nacional dos EUA e reequilibrar o déficit comercial com grandes exportadores. A decisão, contudo, gera impacto direto nos exportadores brasileiros, especialmente os do agronegócio, que agora enfrentam custos maiores e possível perda de competitividade no mercado americano.







