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O Brasil registrou 399 casos de feminicídio no primeiro trimestre de 2026, o maior número já contabilizado para o período desde o início da série histórica do Ministério da Justiça e Segurança Pública, em 2015. Os dados mostram que uma mulher foi vítima de feminicídio no país a cada 5 horas e 25 minutos entre janeiro e março deste ano. O volume representa aumento de 7,5% em relação ao mesmo período de 2025 e equivale a uma média de quatro mulheres assassinadas por dia.
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São Paulo lidera em número absoluto de casos, com 86 vítimas registradas no primeiro trimestre e crescimento de 41% na comparação com o ano passado. Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a maioria dos crimes foi cometida por homens que tinham relação direta com as vítimas. Em 59,4% dos casos, o autor era parceiro íntimo da mulher, enquanto 21,3% dos assassinatos foram praticados por ex-companheiros.
Um levantamento do Centro Integrado Mulher Segura aponta que 30% das vítimas de feminicídio em 2025 já haviam denunciado o agressor anteriormente. Entre as mulheres que registraram boletim de ocorrência, 20% foram assassinadas em até 24 meses após a primeira denúncia. O monitoramento feito desde 2015 mostra que 2026 já é o ano mais letal para mulheres considerando apenas os três primeiros meses.
Os números seguem a escalada registrada no ano passado. Em 2025, o Brasil bateu recorde de feminicídios, com 1.470 casos registrados entre janeiro e dezembro, superando os 1.464 contabilizados em 2024, que até então era o maior índice da série. Os dados fazem parte do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), abastecido por informações enviadas pelos estados, Distrito Federal, Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal.
Janeiro foi o mês mais violento do primeiro trimestre de 2026, com 142 mulheres vítimas de feminicídio. Fevereiro teve 123 registros e março voltou a apresentar alta, com 134 casos. Embora tenha menos ocorrências que estados como São Paulo e Minas Gerais, o Amapá registrou o maior crescimento proporcional do país: foram sete casos neste ano, contra dois no mesmo período de 2025, um aumento de 250%.







