Belo Horizonte, 25 de abril de 2026

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Irã ameaça reagir ao bloqueio naval dos Estados Unidos e eleva tensão no mar Vermelho

Queda drástica no fluxo de navios e avanço da pressão americana intensificam risco de escalada na região
Irã ameaça reagir ao bloqueio naval dos Estados Unidos
Irã ameaça reagir ao bloqueio naval dos Estados Unidos - Foto: National Geographic

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O bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos aos portos do Irã entrou no terceiro dia nesta quarta-feira (15/04) e já provoca reação direta de Teerã, que ameaça agir no mar Vermelho para conter o impacto da medida. A decisão, anunciada pelo presidente Donald Trump após o fracasso nas negociações de paz, tem como objetivo pressionar o governo iraniano. Como consequência, o fluxo marítimo na região caiu de cerca de 140 navios por dia, para apenas 10% desse volume, segundo os dados mais recentes.

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Além disso, o comando militar iraniano sinalizou que pode intensificar ações para enfrentar o bloqueio, o que amplia a tensão em uma das principais rotas comerciais do mundo. Enquanto isso, há relatos divergentes sobre a efetividade da operação americana, embora o impacto na circulação de embarcações já seja evidente. A medida inclui restrições estratégicas, como o controle do Estreito de Ormuz, ponto crucial para o transporte global de petróleo.

Donald Trump afirmou que o bloqueio está surtindo efeito e avaliou de forma positiva a resposta iraniana. Em entrevista ao programa “Mornings with Maria”, da Fox Business, o presidente declarou: “Bem, tem sido realmente incrível. Eu esperava que isso acontecesse. Eles reagiram a isso até… eu acho… sabe, nós os derrotamos e essa reação parece ser ainda maior do que as que tivemos antes”.

Na sequência, Trump destacou que o foco está no desfecho da crise. “Então, veremos. Quer dizer, o que importa é o resultado final”, afirmou. Questionado sobre possíveis reações internacionais, ele disse que não houve resistência por parte de países como China e Arábia Saudita. Com isso, o cenário segue indefinido, enquanto o bloqueio naval e a resposta iraniana elevam o risco de novos desdobramentos na região.