Belo Horizonte, 25 de abril de 2026

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Trump diz que EUA estão perto de encerrar guerra no Irã após intensificar ataques e pressionar rota do petróleo

Com ofensiva ampliada e envio de tropas, governo americano mira controle estratégico do Estreito de Ormuz e aumenta pressão militar sobre o Irã
Foto: Saul Loeb/AFP

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (20/03) que os EUA estão “muito perto” de atingir seus objetivos na guerra contra o Irã e já avaliam encerrar o conflito. A declaração foi feita na rede Truth Social em meio à intensificação dos ataques aéreos contra drones e navios iranianos, estratégia que busca, principalmente, garantir a reabertura do Estreito de Ormuz.

Ao mesmo tempo, o governo americano ampliou as ofensivas militares na região. Segundo autoridades, o foco das operações é enfraquecer a capacidade de reação do Irã e assegurar o fluxo de petróleo pelo estreito, considerado essencial para o mercado global. Mais cedo, Trump disse a repórteres no gramado da Casa Branca que não pretende um cessar-fogo neste momento, reforçando que o conflito estaria próximo do fim, mesmo com a escalada das ações militares.

Em sua rede social, o presidente detalhou os principais objetivos dos Estados Unidos. Entre eles estão a destruição da capacidade de mísseis iranianos, o desmonte da indústria de defesa do país, além da eliminação da Marinha e da Força Aérea do Irã. Além disso, Trump destacou que pretende impedir qualquer avanço iraniano em direção a armas nucleares e manter proteção máxima a aliados no Oriente Médio, como Israel, Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Kuwait.

Em relação ao Estreito de Ormuz, Trump afirmou que a segurança da rota deve ser compartilhada com outros países que dependem do local para transporte de petróleo. Ainda assim, garantiu que os Estados Unidos podem atuar diretamente, caso necessário. Paralelamente, o governo avalia medidas mais agressivas, como assumir o controle da ilha de Kharg, responsável por grande parte das exportações iranianas, o que aumentaria a pressão sobre Teerã.

Enquanto isso, o cenário militar segue em expansão. Cerca de 2.500 fuzileiros navais estão sendo enviados ao Oriente Médio a bordo de três navios de guerra, reforçando a presença americana na região. Além disso, há discussões internas sobre um possível pedido de mais de 200 bilhões de dólares ao Congresso para financiar a continuidade da guerra, indicando que, apesar do discurso de encerramento, a operação ainda exige mobilização significativa.