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A Meta, empresa responsável pelo Facebook, Instagram e WhatsApp, afirmou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta terça-feira (20/10), que adotou medidas para garantir tratamento igualitário às candidaturas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) nas plataformas durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2026.
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Em documento enviado à Corte, a empresa declarou que os conteúdos relacionados aos dois candidatos são tratados de forma igual e sem discriminação. A manifestação foi apresentada após o ministro Marco Aurélio Bellizze determinar que a companhia comprovasse, em até 24 horas, as medidas adotadas para garantir a isonomia entre as campanhas.
Segundo a Meta, uma declaração técnica anexada ao processo detalha os mecanismos utilizados para assegurar a igualdade na distribuição de conteúdos políticos e na veiculação de anúncios eleitorais. A empresa também negou ter sido negligente ou ter resistido ao cumprimento das determinações judiciais. No documento, afirmou que suas equipes trabalham para reunir a documentação exigida pela decisão, que contém 17 determinações específicas.
- Entenda: TSE exige tratamento igual da Meta a Lula e Flávio Bolsonaro sob multa de R$ 500 mil por dia
A discussão chegou ao TSE após a campanha de Lula acusar a Meta de prejudicar a distribuição de publicações relacionadas ao presidente nas redes sociais. Em pedido apresentado à Justiça Eleitoral, a coligação afirmou que as postagens da campanha vinham enfrentando dificuldades recorrentes para alcançar o público. A equipe do petista também apontou uma suposta diferença no funcionamento das ferramentas de inteligência artificial da empresa. Segundo a alegação, a Meta AI permitiria gerar imagens relacionadas a Flávio Bolsonaro, mas impediria a criação de conteúdos semelhantes envolvendo Lula.
A campanha ainda citou números de visualizações de perfis ligados ao candidato adversário, entre eles o do deputado federal Nikolas Ferreira, que considerou incompatíveis com os parâmetros habituais da plataforma. Em 15 de outubro, o TSE determinou que a Meta não interferisse na distribuição de conteúdos político-eleitorais relacionados a nenhum dos dois candidatos.







