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O candidato ao governo de Minas Gerais Flávio Roscoe (PL) defendeu, durante a sabatina desta sexta-feira (18/09), uma estratégia para ampliar o atendimento de saúde no estado sem depender da construção de grandes hospitais. A proposta apresentada por Roscoe é aumentar a oferta de leitos de CTI e UTI em pequenas e médias cidades, aproveitando hospitais e unidades de saúde que já existem.
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Segundo o candidato, as dificuldades orçamentárias de Minas exigem que o governo trabalhe com a estrutura disponível. Para Roscoe, ampliar pequenos conjuntos de leitos de terapia intensiva em hospitais do interior pode reduzir o tempo de espera e melhorar o atendimento, principalmente em casos que hoje exigem o deslocamento do paciente para cidades maiores.
“A grande defasagem do estado são os leitos e CTI e UTI. É mais barato fazer eles em pequenos números nos hospitais já existentes, do que construir novos grandes hospitais”, afirmou Roscoe durante a sabatina. Ele também defendeu que a ampliação da estrutura permita a realização de mais cirurgias de grande porte próximas da cidade onde o paciente mora.
Roscoe também criticou a ausência de Cleitinho Azevedo no debate e a proposta do senador de reduzir ou isentar o IPVA. Roscoe aproveitou o tempo destinado ao adversário para questionar como a medida seria colocada em prática diante dos valores previstos no orçamento estadual. “Candidato Cleitinho acabou de declarar em seu plano de governo que ele vai isentar ou vai reduzir o IPVA e vem anunciando isso a todos os cantos. A pergunta é como ele pretendia como ele pretende fazer isso, já que são R$ 14 bilhões previstos no orçamento desse ano e pro ano que vem já tem 10,7. Prometer é muito fácil, cumprir é difícil”, afirmou.
Roscoe também reforçou a defesa de propostas que, segundo ele, estejam de acordo com a capacidade financeira de Minas Gerais. Ao falar sobre promessas de campanha, o candidato afirmou que o eleitor deve avaliar não apenas o que é anunciado, mas também se as medidas podem ser colocadas em prática dentro do orçamento estadual. “Os candidatos têm que ter mais seriedade, porque é muito fácil chegar aqui e falar assim, eu vou fazer isso, eu vou cuidar da saúde, eu vou construir dezenas de hospitais, eu vou cuidar da estrada, eu vou reformar 100 mil km de estradas, eu vou isentar o IPVA, eu vou isentar o ICMS. Mas isso não é possível. Nós vivemos no mundo real. O estado paga quando tem dinheiro”, declarou.







