Belo Horizonte, 13 de junho de 2026

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Delação de Daniel Vorcaro cita suposta propina de R$ 153 milhões a Davi Alcolumbre

Nova proposta de colaboração do ex-dono do Banco Master aponta repasse milionário ao presidente do Senado, é rejeitada pela PF e segue sob análise da Procuradoria-Geral da República
Delação de Vorcaro aponta suposta propina milionária a Alcolumbre
Delação de Vorcaro aponta suposta propina milionária a Alcolumbre - Foto: Agência Senado/ Reprodução

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A nova proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, inclui uma acusação de suposto pagamento de US$ 30 milhões, valor equivalente a cerca de R$ 153,5 milhões, ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). A delação de Daniel Vorcaro foi rejeitada pela Polícia Federal (PF), mas o conteúdo continua sob análise da Procuradoria-Geral da República (PGR).

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Segundo informações divulgadas pela revista Veja, Vorcaro afirmou que os recursos teriam sido enviados por meio de uma conta no exterior em troca de apoio a interesses do banqueiro. De acordo com o relato apresentado na proposta de colaboração, a operação financeira teria sido executada por Augusto Lima, empresário e ex-sócio de Vorcaro no Banco Master.

Na quinta-feira (11/06), a Polícia Federal informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que decidiu rejeitar a proposta de delação. Apesar disso, a documentação foi mantida para avaliação da PGR. Conforme a publicação, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, determinou uma análise cuidadosa do material e ainda não definiu prazo para a conclusão do procedimento.

A proposta também aborda negócios do Banco Master com integrantes do governo da Bahia. De acordo com a revista, o ex-governador baiano e ex-ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT-BA), é citado nos relatos. Não há referência a pagamento de propina nesse trecho, mas Vorcaro teria se comprometido a explicar o funcionamento de um sistema de empréstimo consignado ligado à folha de pagamento dos servidores estaduais.

Esta é a segunda tentativa de Daniel Vorcaro de firmar um acordo de colaboração premiada. A primeira proposta foi rejeitada pela Polícia Federal em 20 de maio por apresentar informações consideradas insuficientes. Na ocasião, a Procuradoria-Geral da República demonstrou interesse em continuar as negociações e receber novos elementos. Até o momento, a equipe de Davi Alcolumbre não se manifestou sobre o caso.