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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Senado rejeitou o relatório final apresentado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que citava indícios de tráfico internacional de pessoas em eventos ligados ao Banco Master e pedia o indiciamento de autoridades. Foram seis votos contrários e quatro favoráveis ao parecer. Com isso, a CPI encerrou os trabalhos sem a aprovação de um documento final.
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No texto rejeitado, havia uma menção pontual a possíveis irregularidades envolvendo o recrutamento e deslocamento de mulheres estrangeiras para eventos privados. O relatório destacava: “Há, portanto, indícios de crimes relacionados a tráfico internacional de pessoas e exploração sexual, especialmente considerando as condições de recrutamento, transporte e hospedagem das mulheres envolvidas”. Além disso, o documento menciona materiais apreendidos durante investigações, como registros e documentos pessoais.
Apesar da gravidade do trecho, o próprio relatório não apresentava provas conclusivas sobre tráfico de pessoas, nem detalhava uma investigação própria da CPI sobre o tema. Além disso, as informações citadas tinham como base conteúdos já divulgados anteriormente, sem aprofundamento por parte da comissão. Por isso, o assunto não resultou em pedidos de indiciamento ligados a esse tipo de crime.
O foco principal do parecer estava na atuação do crime organizado no sistema financeiro. Nesse contexto, o relator pediu o indiciamento dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, além do procurador-geral da República Paulo Gonet. Segundo Alessandro Vieira, havia indícios havia indícios de crimes de responsabilidade envolvendo os quatro.







