Belo Horizonte, 25 de abril de 2026

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CPI do Crime Organizado rejeita relatório que citava indícios de tráfico de pessoas e pedia indiciamento de ministros do STF

Parecer mencionava eventos ligados ao Banco Master e incluía pedidos contra Dias Toffoli, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e o PGR Paulo Gonet, mas foi barrado por maioria no Senado
Relatório da CPI do Crime Organizado cita indícios de tráfico de pessoas
Relatório da CPI do Crime Organizado cita indícios de tráfico de pessoas - Foto: Carlos Moura/ Agência Senado

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Senado rejeitou o relatório final apresentado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que citava indícios de tráfico internacional de pessoas em eventos ligados ao Banco Master e pedia o indiciamento de autoridades. Foram seis votos contrários e quatro favoráveis ao parecer. Com isso, a CPI encerrou os trabalhos sem a aprovação de um documento final.

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No texto rejeitado, havia uma menção pontual a possíveis irregularidades envolvendo o recrutamento e deslocamento de mulheres estrangeiras para eventos privados. O relatório destacava: “Há, portanto, indícios de crimes relacionados a tráfico internacional de pessoas e exploração sexual, especialmente considerando as condições de recrutamento, transporte e hospedagem das mulheres envolvidas”. Além disso, o documento menciona materiais apreendidos durante investigações, como registros e documentos pessoais.

Apesar da gravidade do trecho, o próprio relatório não apresentava provas conclusivas sobre tráfico de pessoas, nem detalhava uma investigação própria da CPI sobre o tema. Além disso, as informações citadas tinham como base conteúdos já divulgados anteriormente, sem aprofundamento por parte da comissão. Por isso, o assunto não resultou em pedidos de indiciamento ligados a esse tipo de crime.

O foco principal do parecer estava na atuação do crime organizado no sistema financeiro. Nesse contexto, o relator pediu o indiciamento dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, além do procurador-geral da República Paulo Gonet. Segundo Alessandro Vieira, havia indícios havia indícios de crimes de responsabilidade envolvendo os quatro.