Belo Horizonte, 4 de novembro de 2026

A voz de Minas no portal que mais cresce!

Moradores denunciam contaminação de rios por rejeitos da Gerdau em Ouro Preto

Vídeo mostra lama no Ribeirão Sardinha, e denúncia leva Duda Salabert a acionar órgãos ambientais
Foto: Captura de tela de vídeo/ Redes sociais

Ouça este conteúdo

0:00

A deputada federal Duda Salabert (PSOL) denunciou, nesta segunda-feira (02/11), um possível despejo de rejeitos de mineração em cursos d’água de Ouro Preto, na Região Central de Minas Gerais. Segundo relatos de moradores, o material de uma pilha de rejeitos da Gerdau estaria sendo levado pela água e atingindo rios da região. A empresa, por sua vez, negou qualquer relação entre suas operações e a alteração na coloração das águas.

✅ Fique por dentro! Receba as notícias do G5 Minas em primeira mão no WhatsApp. 📲

Em vídeo publicado nas redes sociais, uma moradora afirma que a lama tomou conta do Ribeirão Sardinha, que deságua no rio Mata Porcos, afluente do Rio Itabirito. As imagens divulgadas mostram o material sendo carregado pela água. Diante da denúncia, Duda Salabert informou que acionou a Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam), a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) e o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) para cobrar fiscalização e apuração do caso.

Na publicação, a parlamentar classificou a situação como uma “grave denúncia em Ouro Preto” e cobrou explicações da mineradora. “A Gerdau precisa dar explicações! Nossos rios não podem pagar a conta da mineração!”, escreveu. O vídeo também teve grande alcance nas redes sociais: somente no Instagram, a postagem já havia ultrapassado 20 mil curtidas e registrado quase 260 mil visualizações.

 

Vídeo: Reprodução/ @DudaSalabert

Em nota enviada à imprensa, a Gerdau negou que suas atividades de mineração em Miguel Burnier, distrito de Ouro Preto, tenham relação com a mudança na coloração das águas dos rios da região. A empresa afirmou que a pilha de disposição de rejeitos mencionada nas publicações ainda não começou a operar, o que, segundo a companhia, descarta a possibilidade de ligação entre a estrutura e a ocorrência denunciada.

A mineradora também declarou que mantém o monitoramento contínuo de suas operações e que, apesar das fortes chuvas registradas na região, não identificou incidentes ou extravasamentos relacionados às suas atividades.