Belo Horizonte, 25 de abril de 2026

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Traficante é sentenciada a 15 anos de prisão pela morte de Matthew Perry

Investigação revela fornecimento de cetamina ao ator fora do controle médico e uso irregular da substância
Traficante condenada pela morte de Matthew Perry
Traficante condenada pela morte de Matthew Perry - Foto: David M. Benett/Dave Benett/Getty Images

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A traficante Jasveen Sangha, conhecida como “rainha da cetamina”, foi condenada a 15 anos de prisão pela morte do ator Matthew Perry. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (08/04) pela juíza federal Sherilyn Garnett e faz parte da investigação sobre o uso e fornecimento ilegal de cetamina ao artista, que faleceu em 2023, aos 54 anos. Sangha admitiu participação em crimes ligados à distribuição da substância, que, segundo as investigações, chegou até o ator por meio de um esquema ilegal.

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Além disso, a traficante confessou, em setembro de 2025, culpa por cinco crimes relacionados ao tráfico. De acordo com as autoridades, ela operava a partir de sua casa, em North Hollywood, onde armazenava e distribuía cetamina. Ao mesmo tempo, o histórico de Matthew Perry com dependência química já era conhecido publicamente. Durante anos, inclusive no período em que atuava em Friends, o ator falou sobre o problema, embora tenha afirmado que estava sóbrio antes de morrer.

No entanto, conforme apurado, Perry realizava tratamento com infusões de cetamina para lidar com depressão e ansiedade. Com o uso frequente, ele acabou desenvolvendo uma nova dependência. Posteriormente, ao tentar aumentar a dose, teve o pedido negado pelos médicos. Diante disso, passou a buscar alternativas fora do ambiente clínico para conseguir a substância.

Nesse contexto, Jasveen Sangha passou a fornecer a droga. Segundo as investigações, ela vendeu 51 frascos de cetamina a Erik Fleming, que atuava como intermediário. Em seguida, as substâncias foram repassadas ao assistente pessoal do ator, Kenneth Iwamasa, responsável por aplicar as doses, que chegavam a pelo menos três por dia. Toda a cetamina utilizada por Matthew Perry, segundo o processo, tinha origem na traficante.

Além disso, Sangha admitiu que sabia que os frascos vendidos seriam destinados ao ator. Ela também reconheceu ter comercializado cetamina para outra pessoa em 2019, que morreu de overdose horas depois. Paralelamente, Kenneth Iwamasa e o médico Mark Chavez também assumiram culpa pelos crimes federais relacionados ao tráfico de drogas no caso.