Belo Horizonte, 3 de julho de 2026

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Polícia indicia mulher por morte de jovem durante salto de rope jump em Limeira

Segundo inquérito aponta homicídio qualificado e fraude processual, enquanto investigações continuam para localizar a câmera desaparecida da vítima
polícia indicia mulher por morte em rope jump
polícia indicia mulher por morte em rope jump - Foto: Reprodução

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A Polícia Civil concluiu o segundo inquérito sobre a morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues, de 21 anos, que morreu após ser arremessada sem corda durante uma atividade de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira, no início de junho. O relatório, finalizado nesta quarta-feira (1º/07), indiciou uma mulher, de 43 anos, pelos crimes de homicídio qualificado e fraude processual. De acordo com a investigação, ela fazia parte do núcleo organizador responsável pelo evento. Os outros dois homens que haviam sido presos com ela não foram indiciados neste segundo inquérito, e a Polícia Civil pediu à Justiça a revogação das prisões preventivas deles.

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Segundo a investigação, Maria Eduarda contratou a empresa Entre Cordas para participar da atividade esportiva, mas acabou sendo lançada de uma altura de cerca de 40 metros sem estar presa aos equipamentos de segurança. Em depoimento, os três funcionários responsáveis pela operação não conseguiram explicar como a falha aconteceu. O primeiro inquérito, concluído em junho, já havia indiciado os três instrutores que aparecem nas imagens jogando a jovem da ponte sem a corda de segurança. Eles seguem presos desde o dia 21 de junho.

As investigações também apontam que a câmera usada por Maria Eduarda para registrar a experiência desapareceu após o acidente. Um dos homens chegou a ser apontado como suspeito de retirar o equipamento do corpo da vítima, mas a Polícia Civil não informou se essa hipótese foi descartada. Em nota, a Delegacia Seccional de Limeira informou que as apurações continuam para localizar a câmera. Durante a perícia, a ausência do equipamento foi considerada pela Justiça como um possível indício de tentativa de ocultação de provas.

Ao converter a prisão dos instrutores em preventiva, a Justiça de São Paulo classificou o caso como resultado de negligência. Segundo os autos, enquanto um policial se afastou para prestar apoio ao resgate, os três funcionários fugiram em direção a uma área de vegetação próxima e tentaram deixar o local após o acidente, comportamento que, na avaliação do juiz, demonstra risco de obstrução das investigações. O magistrado também destacou que os investigados exerciam a atividade de forma habitual, o que poderia representar risco de novos casos caso permanecessem em liberdade.

A Secretaria de Patrimônio da União (SPU), vinculada ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), informou que a empresa responsável pela atividade não possuía autorização para realizar operações esportivas na Ponte do Esqueleto. Após a tragédia, o Governo Federal passou a estudar a demolição da estrutura. Em reunião com representantes do MGI, a prefeita de Cordeirópolis e o prefeito de Limeira informaram que os municípios já adotam medidas para restringir o acesso à ponte e manifestaram apoio à demolição do local.