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Uma menina de 10 anos foi baleada na cabeça após um policial penal de 34 anos atirar contra o carro em que ela estava com o pai, nesse domingo (15/06), em Porto Firme, na Zona da Mata de Minas Gerais. Segundo a Polícia Militar, o disparo foi feito após uma briga de trânsito registrada na estrada entre Diogo de Vasconcelos e Porto Firme. O agente foi preso em flagrante.
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De acordo com o boletim de ocorrência, o pai da criança relatou que estava retornando da casa da avó com a filha quando um carro vermelho se aproximou em alta velocidade. O homem reduziu para que o veículo o ultrapassasse, mas foi surpreendido quando o condutor, identificado depois como policial penal, bloqueou a passagem e desceu armado. Com medo de um assalto, o pai acelerou, e nesse momento ouviu os tiros — um deles atingiu a cabeça da menina.
A criança foi socorrida inicialmente para o hospital São João Batista, em Viçosa, e, devido à gravidade do ferimento, transferida para o hospital Arnaldo Gavazza, em Ponte Nova. O estado de saúde é considerado grave. A Polícia Civil investiga o caso como tentativa de homicídio.
Durante as diligências, os militares identificaram o autor dos disparos e foram até a casa dele. Lá, o policial penal afirmou que voltava de Diogo de Vasconcelos quando teria sido fechado na pista pelo outro veículo. Alegou ainda que se sentiu ameaçado e, por isso, atirou, sem saber que alguém havia sido atingido. A arma usada no crime foi encontrada dentro de um guarda-roupa e recolhida pelos policiais.
Em nota, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp) confirmou que o servidor, lotado na unidade prisional de Ponte Nova, foi preso. Um procedimento preliminar foi instaurado para apurar o caso. “Ressaltamos que a Sejusp/MG não compactua com possíveis desvios de conduta de seus servidores. Toda e qualquer suspeita é apurada com rigor, sempre respeitando o devido processo legal e os princípios da ampla defesa e do contraditório. Medidas administrativas e, quando necessário, judiciais são adotadas com a seriedade que o tema exige”, diz o comunicado.







