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A Polícia Civil identificou o suspeito de bloquear uma ambulância do Samu durante atendimento a uma paciente que morreu em Pouso Alegre, no Sul de Minas. O homem, de 29 anos, será ouvido no inquérito que apura o caso ocorrido em 13 de março de 2026. Segundo a investigação, ele teria impedido a passagem do veículo de emergência enquanto a equipe transportava uma idosa de 91 anos em estado grave, o que pode ter contribuído para o desfecho fatal.
De acordo com o relato da equipe, o motorista conduzia um VW Gol branco, com placa de Guarulhos (SP), e seguiu à frente da ambulância por cerca de 2,5 quilômetros, dificultando a ultrapassagem. Enquanto isso, o veículo de socorro estava com sirenes e luzes ligadas, já que levava a paciente, vítima de acidente vascular cerebral, para o Hospital Samuel Libânio. Ainda assim, o condutor teria feito manobras em zigue-zague e impedido a passagem em diversos momentos.
Além disso, conforme depoimento do motorista do Samu, o suspeito também teria feito gestos obscenos e insultado a equipe durante o trajeto, que ocorreu pela Avenida Prefeito Olavo Gomes de Oliveira até a região do bairro Conjunto Chapadão II. Somente depois, a ambulância conseguiu seguir caminho e concluir o transporte da paciente até o hospital.
Logo após o atendimento, a ocorrência foi registrada pela equipe junto à Polícia Militar, sendo enquadrada inicialmente como “perigo para a vida ou saúde de outros” e “direção perigosa”. Apesar das buscas, o veículo não foi localizado naquele momento. No entanto, dois dias depois, a paciente morreu, e o caso passou a ser investigado com mais rigor pela Polícia Civil.
Segundo o Consórcio Intermunicipal de Saúde da Macrorregião do Sul de Minas (CISSUL/SAMU), o atendimento era classificado como código vermelho, ou seja, de alta gravidade. Por isso, o atraso no deslocamento pode ter impactado diretamente no tempo-resposta, considerado essencial em situações de emergência. Conforme o Código de Trânsito Brasileiro, impedir a passagem de veículos de emergência é infração gravíssima, com multa e pontos na CNH, além de possível responsabilização criminal caso haja prejuízo à vítima.







