Belo Horizonte, 22 de julho de 2026

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Jaques Wagner é intimado pela PF em investigação sobre suposta propina do Banco Master

Senador do PT-BA é alvo de operação autorizada pelo STF e terá que prestar depoimento sobre suspeitas de vantagens econômicas ligadas ao banco de Daniel Vorcaro
Jaques Wagner é investigado pela PF por suspeita de propina do Banco Master
Jaques Wagner é investigado pela PF por suspeita de propina do Banco Master - Foto: Roque de Sá/ Agência Senado

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A Polícia Federal (PF) intimou nesta terça-feira (21/07) o senador Jaques Wagner (PT-BA) para prestar depoimento em uma investigação que apura suspeitas de recebimento de propina envolvendo o Banco Master, de Daniel Vorcaro. O interrogatório do parlamentar está marcado para o dia 7 de agosto.

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Por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), Jaques Wagner foi alvo de mandados de busca e apreensão e de uma ordem de restrição de atividades econômicas. Segundo a PF, o senador é apontado como um “suposto beneficiário central das vantagens econômicas investigadas”, com suspeitas de pagamentos, benefícios e aquisições patrimoniais.

A investigação aponta uma possível ligação entre pessoas próximas ao senador, familiares e empresas relacionadas a nomes ligados ao Banco Master. De acordo com a PF, foram encontrados elementos que indicariam o recebimento de vantagens econômicas indevidas, direta ou indiretamente, por meio de familiares, pessoas de confiança e estruturas societárias vinculadas ao banco.

Segundo os investigadores, Jaques Wagner teria proximidade com Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro e proprietário do Banco Pleno, instituição que também foi liquidada pelo Banco Central. A PF apura se Lima teria participado de operações financeiras e do envio de benefícios ao parlamentar.

Entre os valores investigados estão um suposto pagamento de um apartamento avaliado em R$ 2,4 milhões em Salvador (BA) e repasses que somariam R$ 3,5 milhões em nome de familiares do senador. Em uma conversa interceptada pela PF, Wagner teria enviado a Augusto informações sobre uma unidade imobiliária e o valor do imóvel: “A unidade é a 1702 e o preço é 2,45 mi”. O senador nega qualquer irregularidade. Após ser alvo da operação, Jaques Wagner deixou a liderança do governo no Senado.