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A influenciadora e advogada Deolane Bezerra chorou durante a audiência de custódia realizada nesta quinta-feira (21/05), após ser presa preventivamente na Operação Vérnix, investigação da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo que apura suspeitas de lavagem de dinheiro ligada ao PCC (Primeiro Comando da Capital). A defesa tentou converter a prisão em domiciliar, citando a filha de 9 anos da influenciadora, mas a Justiça manteve a decisão. Deolane foi detida na mansão onde mora, em Barueri, na Grande São Paulo, e levada ao DHPP, onde participou da audiência de forma virtual.
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Durante a sessão, Deolane afirmou que foi presa “no exercício da profissão” e disse que os fatos investigados aconteceram entre 2019 e 2020, período em que atuava como advogada. Segundo ela, a investigação envolve um depósito de R$ 24 mil feito por um cliente que, de acordo com sua fala, já era acompanhado formalmente por ela. “Excelência, eu fui presa no exercício da profissão. À época dos fatos, eu advogava”, declarou durante a audiência.
As investigações apontam que a influenciadora declarou à Receita Federal apenas R$ 577 mil entre 2018 e 2022, apesar de ter recebido R$ 7,6 milhões em créditos bancários no mesmo período. Os dados fazem parte do relatório final do inquérito que apura um suposto esquema de lavagem e ocultação de dinheiro envolvendo integrantes da facção criminosa. A Polícia Civil afirma ter identificado uma “complexa engrenagem financeira estruturada em torno da pessoa Deolane Bezerra” e cita um padrão de vida considerado incompatível com as rendas oficialmente declaradas.
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O promotor de Justiça Lincoln Gakiya afirmou que a investigação revelou uma relação próxima entre Deolane e familiares de Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, apontado como líder máximo do PCC. Segundo Gakiya, a influenciadora teria ligação direta com integrantes da família Camacho e amizade com Paloma e Alexandro, filhos de Alejandro Juvenal Herbas Camacho, irmão de Marcola, que também foram indiciados na operação. O promotor também aponta que Deolane teria fornecido contas para a lavagem de dinheiro do grupo criminoso.
Ainda de acordo com o promotor, a polícia identificou um crescimento patrimonial considerado incompatível com as atividades exercidas por Deolane. Gakiya afirmou que os ganhos da influenciadora ultrapassaram R$ 140 milhões entre 2020 e 2022 e declarou que ela deverá ser denunciada por participação em organização criminosa e lavagem de dinheiro. Após a prisão, Deolane foi transferida nesta sexta-feira (22) para uma unidade prisional no interior de São Paulo.







