Belo Horizonte, 25 de abril de 2026

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Preço do diesel no Brasil registra primeira queda após alta causada pelo conflito no Oriente Médio

Levantamento da ANP mostra recuo no valor do diesel enquanto gasolina e etanol também apresentam leve redução após semanas de pressão do petróleo internacional
Foto: Reprodução/ Ilustrativa

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O preço do diesel no Brasil registrou a primeira queda desde o início do conflito no Oriente Médio, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). De acordo com o levantamento mais recente, realizado entre domingo (05/04) e sábado (11/04), o valor médio do combustível recuou 0,2% e passou de R$ 7,45 para R$ 7,43 por litro. A redução, ainda que discreta, ocorre após semanas de alta impulsionadas pela instabilidade no mercado internacional de petróleo.

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Além disso, outros combustíveis também apresentaram leve recuo. A gasolina caiu R$ 0,01, chegando ao preço médio de R$ 6,77, enquanto o etanol passou a custar R$ 4,69. Apesar dessas variações pequenas, os dados indicam uma tendência de acomodação nos preços, que vinham pressionados desde o fim de fevereiro, quando os bombardeios elevaram as incertezas globais.

Desde o início do conflito, o preço do petróleo tipo Brent, referência internacional, teve forte valorização. Naquele período, a cotação chegou a subir mais de 60%, atingindo US$ 118,32 por barril. No entanto, mais recentemente, houve recuo: na sexta-feira (11), o Brent fechou a US$ 94,33, com queda de 1,66% em relação ao dia anterior, o que ajuda a explicar o alívio observado nos combustíveis no Brasil.

Enquanto isso, os reflexos da alta anterior ainda são sentidos. No começo de março, o diesel já havia subido R$ 0,05, alcançando R$ 6,08, e poucos dias depois chegou a R$ 6,80. Esse avanço rápido acendeu o alerta no governo federal, que, por sua vez, passou a adotar medidas para conter o impacto no bolso do consumidor e no setor de transportes.

Diante desse cenário, o governo anunciou um pacote para reduzir os efeitos da alta, incluindo uma subvenção de R$ 1,20 por litro para a importação de diesel, com divisão de custos entre União e estados. Além disso, também foi criada uma subvenção adicional de R$ 0,80 por litro para o combustível produzido no país, numa tentativa de equilibrar os preços e reduzir a pressão causada pelo mercado internacional.