Belo Horizonte, 25 de abril de 2026

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Jovem Pan pede desculpas por fake news sobre falsa taxação do Pix

Retratação ocorre após alertas do Ministério da Fazenda e da Receita Federal sobre boatos envolvendo o sistema de pagamentos
Jovem Pan pede desculpas por espalhar fake news sobre falsa taxação do Pix
Jovem Pan pede desculpas por espalhar fake news sobre falsa taxação do Pix - Foto: Bruno Peres/ Agência Brasil

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A Jovem Pan pediu desculpas após disseminar fake news sobre a falsa taxação do Pix, informação que voltou a ser divulgada no programa Pânico. A retratação foi publicada nesta segunda-feira (29/12), depois que o Ministério da Fazenda e a Receita Federal alertaram para a retomada de boatos envolvendo suposta cobrança de impostos sobre transferências financeiras feitas pelo sistema de pagamentos.

Em nota, a emissora reconheceu o erro e afirmou: “A Jovem Pan pede desculpas pelo erro e reafirma o compromisso com a correção e a veracidade das informações veiculadas em sua programação”. O programa Pânico é exibido nas rádios e plataformas digitais da Jovem Pan, além da Jovem Pan News, canal por assinatura do grupo.

O Ministério da Fazenda classificou as mensagens como uma tentativa deliberada de enganar a população. O órgão reforçou que não existe taxação para transações acima de R$ 5 mil e também negou a criação de uma suposta multa de 150% para quem não declarasse valores movimentados. Além disso, destacou que a Constituição Federal não permite a tributação desse tipo de movimentação financeira.

No mesmo comunicado, o ministério esclareceu: “A única verdade que mensagens falsas não querem contar é que: a partir de janeiro quem ganha até R$ 5 mil estará completamente isento do imposto de renda e quem ganha até R$ 7.350 terá desconto. Isso é o que os autores dessas mensagens falsas não querem que a população saiba. Não caia em fake news!”. A Receita Federal também alertou que a disseminação de pânico financeiro prejudica o debate público e favorece apenas quem aposta na desinformação.

 

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Por fim, a Fazenda explicou que a normativa da Receita Federal, revogada em 15 de janeiro, não tratava de tributação. A regra apenas ampliava os valores que os bancos devem informar ao Fisco, elevando o limite de R$ 2 mil para R$ 5 mil no caso de pessoas físicas e de R$ 6 mil para R$ 15 mil para pessoas jurídicas.