Belo Horizonte, 25 de abril de 2026

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Trump diz que Irã pediu cessar-fogo e condiciona trégua à liberação do Estreito de Hormuz

Estados Unidos mantêm ataques e elevam pressão enquanto Irã não confirma proposta e nega negociação formal sobre o fim da guerra
Trump diz que Irã pediu cessar-fogo
Trump diz que Irã pediu cessar-fogo - Foto: Aaron Schwartz/ CNP/ Bloomberg

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (01/04) que o Irã teria solicitado um cessar-fogo na guerra iniciada em 28 de fevereiro. Segundo ele, o pedido teria sido feito pelo presidente iraniano, Masoud Pezeshkian. No entanto, Trump condicionou qualquer trégua à liberação do Estreito de Hormuz, ponto estratégico para o transporte global de petróleo. Enquanto isso não ocorrer, o presidente norte-americano declarou que os ataques contra o Irã devem continuar.

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De acordo com Trump, a liberação do Estreito de Hormuz é essencial para interromper as ações militares. Caso contrário, ele afirmou que os Estados Unidos seguirão com os bombardeios “até sua destruição”. Além disso, o presidente disse que fará um pronunciamento oficial sobre o conflito ainda hoje, às 22h, no horário de Brasília. Apesar das declarações, ainda não está claro se Pezeshkian tem autoridade para negociar diretamente em nome do regime iraniano.

O governo do Irã não confirmou publicamente a existência do pedido de cessar-fogo mencionado por Trump. Pelo contrário, na véspera, o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, afirmou que o país não aceita uma trégua com Estados Unidos e Israel, mas apenas o fim definitivo da guerra. As declarações foram dadas em entrevista à emissora Al Jazeera.

Além disso, Araghchi confirmou que há troca de mensagens entre os dois países, seja de forma direta ou por meio de aliados na região. Ainda assim, ele destacou que esse contato não representa negociações formais. Em outra entrevista, ao canal MS NOW, o ministro também afirmou que a restrição no Estreito de Hormuz se aplica apenas a países envolvidos em ataques contra o Irã, enquanto outras embarcações continuam autorizadas a circular, embora muitas evitem a rota por questões de segurança.