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A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (10/09), a Operação Make Up para investigar o financiamento do filme “Dark Horse”, produção sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Ao todo, são cumpridos 49 mandados de busca e apreensão contra 22 pessoas. Entre os alvos estão o deputado federal Mario Frias (PL-SP), que atua como roteirista e produtor-executivo do filme, e Karina Ferreira da Gama, produtora da obra. A operação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Além de Karina, os agentes cumprem mandados em duas entidades ligadas a ela: o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a Academia Nacional de Cultura (ANC). A empresa Go Up, responsável pela produção do filme, não é alvo dos mandados. A ação é realizada pela PF em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU) e não há mandados de prisão. O inquérito, que tramitava em São Paulo, foi transferido para o STF e está sob relatoria de Flávio Dino.
Segundo a investigação, uma organização criminosa formada por agentes públicos e privados teria direcionado recursos repassados a uma organização da sociedade civil para empresas subcontratadas irregularmente, sem comprovação de que os serviços foram efetivamente prestados. A PF afirma ter identificado movimentações de centenas de milhões de reais entre empresas ligadas ao suposto esquema e aponta que as tentativas de ocultar os desvios teriam continuado até julho deste ano. A apuração envolve suspeitas de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios.
Uma auditoria da CGU apontou suspeitas relacionadas a uma emenda parlamentar de R$ 2 milhões indicada por Mario Frias para entidades ligadas a Karina, incluindo gastos considerados sem comprovação. Em maio, o deputado enviou uma manifestação ao STF na qual negou que as emendas destinadas às ONGs ligadas à produtora do filme de Bolsonaro tivessem sido usadas em “qualquer produção cinematográfica”.
Há duas investigações diferentes em curso no STF relacionadas ao filme “Dark Horse”. O inquérito sob relatoria do ministro Flávio Dino apura o possível uso irregular de emendas parlamentares e outros recursos públicos que chegaram a entidades e empresas ligadas à produtora do filme. Em outra investigação, relatada pelo ministro André Mendonça, são examinados os repasses feitos pelo ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro, do Banco Master, a pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, além do percurso desse dinheiro.







