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O mundo terminou o fim de semana sob forte tensão militar. Rússia e Ucrânia intensificaram os ataques, enquanto a Coreia do Norte lançou dois mísseis balísticos em direção ao Mar do Japão. No domingo (20/09), a Ucrânia realizou uma grande ofensiva com drones contra Moscou e outras regiões russas, no último dia das eleições parlamentares do país. Autoridades russas afirmaram ter derrubado mais de 1.600 drones, sendo cerca de 450 direcionados à capital.
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O ataque contra Moscou atingiu também uma importante refinaria de petróleo, que teve as operações afetadas após incêndios em unidades da instalação. Segundo autoridades locais, ao menos três pessoas morreram na região da capital. O prefeito Sergei Sobyanin afirmou que a ofensiva tinha como objetivo interromper o processo eleitoral, enquanto o governo russo classificou o episódio como uma das maiores investidas ucranianas desde o início da guerra.
Vídeo: Reprodução/ X
A Ucrânia, por sua vez, afirmou ter usado novas armas de longo alcance durante a ofensiva. O presidente Volodymyr Zelensky voltou a defender ataques contra estruturas ligadas ao setor energético russo e declarou que esses recursos ajudam a financiar a guerra. Ao mesmo tempo, autoridades ucranianas informaram que ataques russos haviam deixado mortos em regiões como Kiev e Sumy no sábado (19). Os dois países vêm ampliando operações contra estruturas de energia, transporte e logística.
A tensão já havia aumentado na sexta-feira (18), quando o presidente russo Vladimir Putin afirmou que alguns líderes europeus estariam se preparando para uma possível guerra contra a Rússia. Segundo Putin, dirigentes europeus usam a guerra na Ucrânia e a suposta ameaça russa como justificativas para suas políticas. A declaração foi feita em meio ao aumento das preocupações de países europeus com a segurança regional.
Na Ásia, a Coreia do Norte lançou dois mísseis balísticos também no domingo, segundo autoridades do Japão e da Coreia do Sul. O primeiro percorreu cerca de 440 quilômetros e atingiu altitude aproximada de 60 quilômetros; o segundo teria viajado cerca de 590 quilômetros. Os dois caíram no Mar do Japão, fora da Zona Econômica Exclusiva japonesa. O Ministério da Defesa do Japão informou que não havia registro de danos a embarcações ou aeronaves.







