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O Irã reivindicou ataques a bases dos Estados Unidos no Bahrein, Kuwait e Jordânia nesta sexta-feira (24/07), em resposta à nova onda de bombardeios americanos contra o território iraniano, que chegou à 13ª noite consecutiva. A Guarda Revolucionária afirmou ter atingido a base de Al-Adiri, no Kuwait, além de uma torre de observação da Quinta Frota dos EUA, no Bahrein. Horas antes, segundo a emissora estatal Press TV, drones iranianos também foram lançados contra a Base Aérea Sheikh Isa, no Bahrein, e a Base Aérea Al-Azraq, na Jordânia. Os três países abrigam instalações militares americanas.
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A escalada do conflito também levou governos estrangeiros a adotarem medidas de precaução. A ofensiva iraniana resultou em restrições de viagem e alertas emitidos por consulados. Na quinta-feira (23), o Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido orientou seus cidadãos a evitarem viagens não essenciais ao Kuwait e ao Bahrein diante do aumento da tensão na região.
Em meio aos confrontos, um porta-voz militar do Irã afirmou que os Estados Unidos estão utilizando armamentos inéditos contra o país. Em entrevista a uma rádio iraniana, o general Abolfazl Shekarchi declarou que Washington colocou em prática “todas as capacidades, todas as armas e todas as previsões” que havia preparado para um possível cenário de Terceira Guerra Mundial. “Todas as armas que foram testadas no mundo, mas nunca utilizadas em qualquer guerra, foram empregadas contra a República Islâmica. Cada capacidade, cada arma, cada plano de contingência que os americanos haviam planejado e estocado para a Terceira Guerra Mundial — para enfrentar as principais potências mundiais — tudo foi levado ao campo de batalha”, afirmou.
As declarações foram feitas um dia antes de os Estados Unidos iniciarem a 13ª noite seguida de ataques contra o Irã. As ofensivas atingiram áreas estratégicas, incluindo a ilha de Qeshm, onde o país mantém ativos navais, além das províncias de Isfahan, Khuzistão e Fars. Segundo as agências iranianas Fars e ISNA, uma base naval da Guarda Revolucionária no norte do país também foi alvo dos bombardeios. Mais cedo, o presidente Donald Trump prometeu uma “grande punição militar” contra o Irã e os houthis do Iêmen, aliados de Teerã.
Enquanto a escalada militar entre Irã e Estados Unidos avança, os custos da guerra também aumentam. Na quarta-feira (22/07), a Câmara dos Estados Unidos aprovou uma resolução orçamentária apresentada pelos republicanos que abre caminho para um pacote de US$ 95 bilhões (cerca de R$ 480 bilhões) destinado ao financiamento da guerra contra o Irã e outras prioridades do governo Donald Trump. A proposta ainda será analisada pelo Senado, onde pode ser modificada ou rejeitada. A resolução não libera os recursos imediatamente, mas autoriza a elaboração de um projeto de lei com os gastos previstos. Do total, até US$ 73 bilhões poderão ser destinados ao Pentágono e a outras despesas de segurança nacional ligadas ao conflito. Um dia antes, na terça-feira (21/07), o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, informou que a guerra contra o Irã já custou US$ 37,5 bilhões (cerca de R$ 190 bilhões) aos cofres americanos, um aumento de aproximadamente 30% em relação à estimativa anterior, de US$ 29 bilhões.







