Belo Horizonte, 25 de abril de 2026

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Vereadores de BH recuam e adiam projetos polêmicos após impasse na Câmara

Após intensa obstrução liderada pela oposição, parlamentares de direita e esquerda decidiram postergar para dezembro a análise de propostas controversas, incluindo o projeto que proíbe crianças em eventos como o Carnaval e a Parada LGBTQIAPN+
Vereadores de BH adiam projetos polêmicos
Vereadores de BH adiam projetos polêmicos - Foto: Cláudio Rabelo/CMBH

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Um acordo entre vereadores de Belo Horizonte adiou para dezembro a votação de projetos de lei considerados polêmicos que seriam analisados nesta quarta-feira (12/11) na Câmara Municipal (CMBH). A decisão foi tomada durante a sessão de terça-feira (11), após negociações entre parlamentares de direita e de esquerda, mediadas pelo presidente da Casa, Juliano Lopes (Podemos). Entre as propostas retiradas da pauta está o Projeto de Lei 11/2025, que pretende proibir a participação de crianças em eventos como a Parada do Orgulho LGBTQIAPN+ e o Carnaval.

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A medida ocorreu em meio a uma obstrução articulada por vereadores da oposição, que apresentaram diversas manobras regimentais para impedir o avanço das votações. O líder do PT na Câmara, Pedro Patrus, afirmou que a sessão de quarta-feira seria “sombria” e anunciou que a bancada havia preparado cerca de 900 requerimentos para travar o que chamou de “quarta-feira da maldade”.

Durante a reunião de terça-feira, o embate político começou com a discussão de outro texto de forte repercussão pública, de autoria do vereador Vile Santos (PL). O projeto cria um programa que prevê o “retorno” de pessoas em situação de rua, vindas de outras cidades, para seus locais de origem. A proposta foi alvo de críticas da oposição, que a classificou como discriminatória e ineficaz para enfrentar o problema da população em vulnerabilidade social.

Para barrar o avanço desse projeto e, ao mesmo tempo, ganhar tempo para a elaboração dos requerimentos, o vereador Pedro Patrus utilizou estratégias de obstrução previstas no regimento interno da Câmara. A ação resultou no adiamento da votação e abriu espaço para que um acordo fosse firmado entre as bancadas, definindo que os textos mais controversos só serão retomados em plenário no mês de dezembro.