Belo Horizonte, 27 de outubro de 2026

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PF investiga se Flávio Bolsonaro fugiu do Brasil após derrota nas eleições e suspeita de viagem aos EUA

Senador teria cruzado a fronteira com a Argentina e embarcado em um jato particular durante a madrugada, mesmo após afirmar que estava proibido de deixar o país
Foto: Gabriela Bilo/Folhapress

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A Polícia Federal (PF) investiga se o senador Flávio Bolsonaro (PL) deixou o Brasil de forma irregular e seguiu para os Estados Unidos após perder o segundo turno das eleições presidenciais, realizado no último domingo (25/10). A apuração começou depois que o jornal argentino Infobae noticiou que o parlamentar teria embarcado em um avião particular em Puerto Iguazú, na Argentina, durante a madrugada desta terça-feira (27/10).

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Segundo a publicação, Flávio teria viajado em um jato Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW, registrado em nome da empresa Baires Fly S.A. A aeronave teria decolado por volta das 2h, com destino aos Estados Unidos. Inicialmente, a PF identificou que o senador não passou por nenhum ponto regular de controle migratório brasileiro. O controle de imigrações do governo Milei afirmou nesta terça-feira (27) que não há registro de entrada do senador Flávio Bolsonaro na Argentina. “Informamos que não há registro de entrada de Flávio Nantes Bolsonaro no país”, afirmou ao g1 a Direção Nacional de Imigrações do governo argentino. Agora, os investigadores buscam informações com as autoridades argentinas para confirmar se ele entrou no país vizinho.

A possível saída do Brasil ocorre após Flávio Bolsonaro afirmar que recebeu uma ordem judicial para entregar seus passaportes e não deixar o território nacional. Em um vídeo publicado nas redes sociais, o senador disse que foi abordado por agentes da Polícia Federal ao sair da casa de seu pai, em Brasília. Segundo ele, a determinação foi atribuída ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). “Me ordenaram ali mesmo, na rua, que entregasse meus passaportes, e além disso tenho proibido sair do país”, declarou.

Flávio também afirmou que a decisão teria sido tomada no domingo à noite, após a derrota eleitoral, e questionou a medida: “Eu nunca disse isso. Isso é motivo para tirar meu passaporte?”. A restrição estaria relacionada a uma investigação sobre suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo o senador e o advogado Willer Tomaz. Além disso, Flávio é investigado por suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro no financiamento de “Dark Horse”, filme biográfico sobre seu pai. Ele nega irregularidades nos dois casos.

De acordo com o Infobae, o senador teria cruzado a fronteira com a Argentina utilizando apenas o documento nacional de identidade. O voo partiria de Puerto Iguazú em um Gulfstream G400, com capacidade para 14 passageiros e autonomia estimada entre 7 mil e 7,8 mil quilômetros. A empresa responsável pela aeronave teria solicitado os procedimentos aduaneiros e migratórios para quatro passageiros e três tripulantes. Procurada, a assessoria de Flávio Bolsonaro ainda não se pronunciou sobre o caso.