Belo Horizonte, 25 de abril de 2026

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Banco Central impõe sigilo de oito anos sobre documentos do Banco Master

Decisão mantém arquivos da liquidação fora do acesso público até 2033 para preservar investigações e evitar impactos no sistema financeiro
Banco Central impõe sigilo sobre Banco Master
Banco Central impõe sigilo sobre Banco Master - Foto: Divulgação

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O Banco Central, responsável pela regulação do sistema financeiro, decidiu manter sob sigilo por oito anos os documentos da liquidação extrajudicial do Banco Master. A medida, que coloca os arquivos como “secretos” até novembro de 2033, foi confirmada após pedido via Lei de Acesso à Informação. Segundo o órgão, a restrição busca preservar a estabilidade financeira, além de evitar prejuízos a investigações e fiscalizações em andamento relacionadas ao caso.

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De acordo com o Banco Central, a divulgação imediata dos documentos poderia comprometer atividades de inteligência e apurações sobre possíveis irregularidades no sistema financeiro. Por isso, o órgão entende que o sigilo atende ao interesse público, principalmente diante da gravidade das suspeitas que envolvem a instituição. Assim, a decisão reforça a cautela em um cenário considerado sensível para o mercado.

A liquidação do Banco Master ocorreu em novembro de 2023, no contexto da operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal para investigar fraudes bilionárias envolvendo a emissão e venda de títulos de crédito falsos. Na ocasião, o Banco Central apontou uma grave crise de liquidez e violações ao sistema financeiro nacional, destacando o comprometimento da situação econômico-financeira da instituição. O dono do banco, Daniel Vorcaro, foi preso preventivamente por decisão do Supremo Tribunal Federal.

Além das suspeitas sobre os títulos fraudulentos, a Polícia Federal também apura se influenciadores digitais teriam sido pagos para defender o banco e criticar o Banco Central nas redes sociais. Paralelamente, o caso chegou ao Tribunal de Contas da União após representação do Ministério Público Federal, que questionou possíveis falhas na supervisão do BC. Embora uma inspeção tenha sido inicialmente determinada, o procedimento foi suspenso e posteriormente mantido dessa forma pelo plenário da Corte.