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A onda de calor na Europa, com temperaturas extremas e impactos na saúde pública, já deixou mais de 50 mortos e segue se intensificando em países como França, Espanha, Itália e Reino Unido. Segundo a agência Reuters, só na França foram 48 mortes por afogamento de pessoas que tentavam se refrescar no calor intenso. Também foram registradas mortes de duas crianças por insolação na França e de dois idosos na Espanha, em meio ao avanço da massa de ar quente pelo continente. Ao todo, cerca de 94 milhões de pessoas enfrentaram temperaturas acima de 35°C nesta quarta-feira (24/06), de acordo com cálculos da AFP.
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Na França, um dos países mais afetados pela onda de calor na Europa, as temperaturas chegaram ao nível mais alto em quase 80 anos nesta terça-feira (23). O calor extremo provocou apagões de energia na região da Bretanha, além de fechamento de escolas e mudanças na rotina de cidades inteiras. Em Paris, a Torre Eiffel e o Museu do Louvre fecharam mais cedo, às 16h. Há ainda registros de impacto direto na infraestrutura, com cancelamento de trens entre Paris e Bruxelas e alerta para temperaturas que podem chegar a 43°C em algumas regiões do oeste francês. Desde 18 de junho, já são 40 mortes por afogamento no país, principalmente entre jovens.
O Reino Unido também enfrenta os efeitos da massa de ar quente, com mais de mil escolas fechadas ou liberando alunos mais cedo, segundo a BBC. O serviço meteorológico britânico emitiu alerta máximo para partes do centro e sul da Inglaterra, com previsão de temperaturas acima de 39°C, o que pode superar recordes históricos de junho. Já na Itália, o Ministério da Saúde colocou 15 cidades em alerta máximo, incluindo Roma, enquanto meteorologistas preveem piora nas condições, com pico da onda de calor entre domingo e segunda-feira. Em Turim, empresas de energia reforçaram equipes e geradores para lidar com possíveis apagões.
Na Espanha, a situação também é crítica com alertas vermelhos em várias regiões, incluindo Andaluzia, País Basco e Cantábria. As temperaturas podem chegar a 44°C, enquanto praticamente todo o país está sob aviso de calor extremo. Em Madri, a prefeitura abriu “abrigos climáticos” para pessoas em situação de vulnerabilidade, oferecendo água e alimentos durante os horários mais quentes. Também houve cancelamento de festas tradicionais por risco de incêndios florestais e denúncias de trabalhadores da saúde sobre ambientes com temperaturas acima do limite legal de 27°C.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou para o avanço do problema. O diretor-geral Tedros Adhanom afirmou que “as temperaturas em toda a Europa estão subindo a um ritmo aproximadamente duas vezes maior que a média global, aumentando a probabilidade e a gravidade de futuros eventos de calor extremo”. Em vários países, autoridades seguem em alerta enquanto o calor continua afetando serviços, saúde e infraestrutura em larga escala.







