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O ministro Alexandre de Moraes, do STF, avalia se o ex-presidente Jair Bolsonaro descumpriu medidas da prisão domiciliar após a divulgação de um vídeo gravado por seu filho, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, nos Estados Unidos. O caso ganhou atenção porque, no registro, Eduardo afirma que faria a gravação para mostrar ao pai, o que levantou suspeitas de possível violação das restrições impostas, como a proibição do uso de celulares, equipamentos eletrônicos e redes sociais.
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Diante disso, Moraes deu prazo de 24 horas para que a defesa de Bolsonaro apresentasse esclarecimentos. Em resposta, os advogados negaram qualquer irregularidade e afirmaram que o ex-presidente não teve acesso ao vídeo. Além disso, ressaltaram que Bolsonaro sequer soube da fala do filho e que não houve contato entre os dois, já que ambos estão proibidos de se comunicar por integrarem o mesmo processo.
A manifestação da defesa ocorre em meio a investigações que apuram possível envolvimento do ex-presidente com conteúdos divulgados nas redes sociais. Enquanto isso, o evento em que o vídeo foi gravado reuniu nomes ligados à direita conservadora internacional, ampliando a repercussão do caso.
Atualmente, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar em Brasília, com uma série de restrições, incluindo a proibição de usar dispositivos eletrônicos e de manter contato com outros investigados, como o próprio filho. Segundo o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, Michelle Bolsonaro mantém controle rigoroso sobre os aparelhos eletrônicos na residência para evitar qualquer risco de descumprimento das medidas.







