Belo Horizonte, 10 de julho de 2026

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Menino de 3 anos morre após ser espancado pelo pai no RS e mãe é presa por omissão

Investigação aponta que agressões começaram após um episódio envolvendo um “bom dia” não respondido pelo menino, que morreu após dias internado
Menino de 3 anos morre após ser espancado pelo pai no RS
Menino de 3 anos morre após ser espancado pelo pai no RS - Foto: Reprodução/ Redes sociais

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A Polícia Civil do Rio Grande do Sul prendeu, nesta quinta-feira (09/07), a mãe do menino de 3 anos que morreu após ser espancado pelo próprio pai em Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre. O pai da criança também está preso preventivamente. A investigação aponta que a mulher tenha sido omissa e conivente com as agressões.

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Segundo a Polícia Civil, a mãe foi ouvida pela delegada Luana Tamiozzo Medeiros, da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Viamão. Ela teria permitido as agressões contra o filho e também é suspeita de ter praticado violência contra outras crianças da família. O menino morreu na quarta-feira (08), após permanecer internado em estado grave.

O pai da vítima, um missionário norte-americano de 33 anos, foi preso ainda no hospital pela Brigada Militar, no início da semana. Conforme a investigação, a agressão aconteceu por volta das 6h30 de domingo (05), na residência da família. Em depoimento, o homem confessou ter batido no filho após a criança, segundo ele, não responder ao seu “bom dia” da forma esperada.

De acordo com a polícia, o pai teria dado socos no tórax e no abdômen do menino e batido a cabeça da criança contra o chão. Após as agressões, ele levou o filho ao Hospital de Viamão, mas, devido à gravidade dos ferimentos, a vítima foi transferida para o Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre, onde morreu após dias internada.

A Polícia Civil também investiga se os episódios de violência contra o menino eram frequentes. Os outros quatro filhos do casal foram encaminhados ao Conselho Tutelar e passaram por exames periciais para verificar possíveis sinais de maus-tratos. A investigação ainda apura relatos de comportamento agressivo do pai e registros anteriores de violência doméstica envolvendo a família em outros estados.