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Um ataque iraniano com mísseis e drones contra uma base aérea dos Estados Unidos na Arábia Saudita deixou ao menos 12 soldados norte-americanos feridos, sendo dois em estado grave. A ofensiva atingiu a base de Príncipe Sultan e também causou danos significativos a duas aeronaves de reabastecimento KC-135. As informações foram divulgadas por integrantes das Forças Armadas dos EUA ao jornal New York Times na sexta-feira (27/03). O episódio se soma à escalada da guerra entre Irã e forças apoiadas pelos Estados Unidos no Oriente Médio.
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Esse foi um dos ataques iranianos que deixou o maior número de feridos nas últimas semanas. No início do mês, por exemplo, uma ofensiva iraniana contra uma base no Kuwait resultou na morte de três militares norte-americanos e deixou outros feridos. Dessa forma, o cenário de tensão se intensifica, com registros frequentes de ataques diretos a instalações militares na região.
De acordo com o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), o conflito já deixou 303 militares norte-americanos feridos e 13 mortos até o momento. No entanto, cerca de 90% dos feridos já retornaram às suas funções. Por outro lado, o número de vítimas iranianas, resultado de ataques dos Estados Unidos, é mais elevado. Entre integrantes de alto escalão, são 16 mortes confirmadas, enquanto estimativas apontam cerca de 3.000 mortos no total.
No panorama geral, o conflito já soma aproximadamente 37 mil vítimas, entre mortos e feridos. A maioria dos casos está concentrada no território iraniano, que tem sido alvo da maior intensidade de ataques desde o início da ofensiva. Em termos proporcionais, cerca de 73% das vítimas estão no Irã, o que evidencia o impacto mais amplo dos confrontos no país.
Ainda na sexta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país ainda tem uma lista de 3.554 alvos no Irã. Durante discurso em Miami Beach, ele disse que as ações militares podem ocorrer rapidamente. Ao mesmo tempo, anunciou a extensão da suspensão de ataques a instalações de energia iranianas por mais 10 dias, até 6 de abril de 2026. Segundo Trump, a decisão atende a um pedido do governo iraniano e ocorre enquanto negociações seguem em andamento.







