Belo Horizonte, 5 de junho de 2026

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Pergunta feita à Inteligência Artificial leva família a descobrir abuso de menina no Paraná

Mensagem encontrada em aplicativo expõe envolvimento do noivo da tia e sequência de abusos contra a menina
Foto: Pixabay

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Um caso de abuso sexual infantil foi descoberto em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, depois que a família de uma menina de 12 anos encontrou uma pergunta feita por ela a um aplicativo de inteligência artificial (IA). A mensagem acendeu o alerta dentro de casa e levou à descoberta dos abusos. O suspeito, de 23 anos, é noivo da tia da criança e acabou denunciado pelo crime.

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Segundo a investigação, os abusos começaram em dezembro de 2025, durante uma viagem em família para a praia, quando a criança tinha 11 anos. Em uma mensagem enviada à IA, a menina perguntou se estaria “atrapalhando o casamento da tia”. O aplicativo respondeu que a culpa não era dela e que ela poderia pedir para o homem parar, reforçando que a responsabilidade era do adulto. Após ver o conteúdo, a família encontrou também mensagens de teor sexual enviadas pelo suspeito à criança.

As apurações indicaram que o homem enviava várias mensagens com conteúdo impróprio para a menina. Ao perceber a situação, a tia confrontou o suspeito. “Na hora eu o confrontei. Ele me pediu para parar de fazer escândalo, que minha mãe ia acordar”, contou em entrevista ao g1. Ela relatou ainda que o homem tentou intimidar a criança para que não revelasse os abusos. “Quando ela chegou no quarto, ela já sabia o que era. Ela só chorava e não falava nada. Eu falei: ‘Por favor, meu amor, conta pra tia. Isso aqui é só três anos da minha vida, você é minha vida inteira. Fala, sempre vou acreditar em você’. E ele estava atrás de mim, fazendo gestos para ela não contar, ameaçando ela”, disse à RPC. Depois que o suspeito foi retirado do local, a menina contou o que havia acontecido.

“A primeira frase que ela falou foi: ‘Desculpa tia, eu não queria estragar seu casamento'”, relatou a familiar. Após a descoberta, o homem foi agredido por populares e a Guarda Municipal foi acionada. O boletim de ocorrência aponta que a vítima confirmou os abusos e que o suspeito confessou aos agentes que “manteve relação sexual” com a criança. Na delegacia, ambos informaram que o último episódio havia ocorrido dois dias antes.

O suspeito chegou a ser preso no domingo (26/04), mas foi solto horas depois após o Ministério Público do Paraná se manifestar a favor da liberdade provisória, alegando que ele não apresentava risco. A decisão gerou preocupação na família da vítima, que afirma que o homem é vizinho da criança, conhece a rotina dela e já havia feito ameaças. Diante disso, na quinta-feira (30), o MP informou que decidiu denunciar o homem por estupro e pediu a prisão preventiva, que foi cumprida na sexta-feira (1º/05).