Belo Horizonte, 25 de abril de 2026

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MPMG denuncia prefeito de Guanhães por ameaças de morte e perseguição à ex-mulher

Investigação aponta uso de estrutura pública, vigilância com drone e pressão constante contra a ex-companheira
Evandro Lott usava drone e servidores para vigiar ex-mulher
Evandro Lott usava drone e servidores para vigiar ex-mulher - Foto: Redes sociais

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O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou o prefeito de Guanhães, Evandro Lott (Republicanos), no Vale do Rio Doce, por ameaças de morte à ex-mulher, perseguição, violência psicológica, posse de arma de fogo e uso de estrutura pública para monitoramento. O caso envolve ainda suspeita de que ele teria usado funcionários subordinados e até um drone para acompanhar a rotina da vítima. O gestor está preso preventivamente desde 1º de abril e foi afastado do cargo por decisão judicial.

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Segundo a denúncia, o relacionamento entre o prefeito e a ex-companheira durou cerca de 13 anos e terminou em fevereiro do ano passado, momento em que ele não teria aceitado a separação. Em mensagens e conversas registradas, ele teria enviado uma imagem de uma arma de fogo e feito declarações como “reconquistá-la” e que “ela não seria de mais ninguém”. Em outro trecho, também teria dito que, ao suspeitar de uma traição, “teve vontade de matá-la”.

As investigações apontam que o monitoramento da vítima era constante, com vigilância de seus passos por meio de funcionários públicos e uso de drone. Além disso, o MPMG afirma que ele teria tentado controlar a vida da ex-companheira, chegando a obrigá-la a manter a aparência de relacionamento mesmo após a separação. Em alguns episódios, segundo relatos, ele também a chamava de “louca” diante de outras pessoas quando ela apresentava crises de choro.

O Ministério Público ainda relata que o comportamento do prefeito envolvia perseguição frequente, restrição de liberdade e pressão psicológica contínua. Testemunhas também relataram que ele teria dito que poderia contratar alguém para matar a ex-mulher.

O MPMG pediu à Justiça a manutenção da prisão preventiva e o desmembramento das investigações para apurar possíveis outros crimes, como tentativa de feminicídio, adulteração de sinal identificador de veículo, corrupção, abuso de autoridade e uso indevido de bens públicos do município.