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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta segunda-feira (06/07) que pediu à Fifa a revisão do cartão vermelho aplicado ao atacante Folarin Balogun na partida entre Estados Unidos e Bósnia Herzegovina, pela Copa do Mundo. Durante entrevista no Salão Oval da Casa Branca, Trump negou ter interferido na decisão da entidade, afirmou que apenas solicitou uma revisão do lance e criticou a atuação do árbitro brasileiro Raphael Claus. Segundo ele, a expulsão foi injusta e prejudicou a seleção norte-americana.
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“Tudo o que fiz foi pedir uma revisão, porque não achei que fosse falta. Eu não disse à Fifa o que fazer. O comitê tomou a decisão certa. É injusto excluir um dos melhores jogadores dos EUA”, declarou Trump. Na sequência, o presidente levantou suspeitas sobre o árbitro brasileiro. “Esse árbitro é um pouco suspeito. Se você verificar o passado dele… Eu não quero dizer isso, porque não gosto de criar polêmica, mas muito suspeito, como se eu pudesse te mostrar o histórico. Ele fez uma marcação que ninguém conseguiu acreditar, sabe? Até pessoas do outro lado”.
Balogun foi expulso aos 18 minutos do segundo tempo após Raphael Claus revisar o lance no VAR e considerar que o atacante deu um pisão no tornozelo de Muharemovic. Apesar da punição em campo, a Fifa decidiu suspender os efeitos do cartão vermelho. De acordo com explicação publicada pelo ge, a decisão foi baseada no artigo 27 do Código Disciplinar da entidade, que permite ao órgão judicial suspender total ou parcialmente a aplicação de uma medida disciplinar. A regra também prevê que o atleta cumpra um período de prova de um a quatro anos. Se cometer outra infração semelhante nesse intervalo, a suspensão é revogada e a punição original passa a valer, além de eventual nova sanção. No caso de Balogun, o período de prova será de um ano.
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, confirmou que recebeu uma ligação de Donald Trump para tratar do caso, mas reforçou que os órgãos judiciais da entidade atuam de forma independente. “Eu converso regularmente com o Presidente dos Estados Unidos sobre assuntos da Copa do Mundo, e de fato recebi uma ligação do Presidente Donald Trump”, afirmou. Segundo Infantino, ele informou ao presidente norte-americano que “o caso seria decidido no devido momento pelas autoridades competentes”. O dirigente acrescentou que “a independência deles é essencial para a credibilidade e a integridade do futebol, e deve ser sempre respeitada”.
A decisão da Fifa provocou reação da Bélgica, adversária dos Estados Unidos nas oitavas de final da Copa do Mundo. A Federação Belga de Futebol entrou com um recurso contestando a revogação da suspensão de Balogun, alegando a necessidade de preservar os princípios do “fair play” e os direitos das seleções participantes. A Fifa, no entanto, rejeitou o pedido e manteve a suspensão dos efeitos do cartão vermelho aplicada ao atacante norte-americano.







