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A deputada federal Erika Hilton (PSOL) solicitou à Diretoria de Combate a Crimes Cibernéticos da Polícia Federal a abertura de uma investigação contra usuários da rede social X, antigo Twitter, por publicações feitas após a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos. O pedido foi protocolado nesta segunda-feira (15/06) e tem relação com comentários divulgados depois do acidente durante uma atividade de rope jump em Limeira, no interior de São Paulo.
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Maria Eduarda morreu após ser lançada da chamada Ponte do Esqueleto. Segundo relatos de testemunhas, os responsáveis pela atividade teriam esquecido de conectar a corda de segurança antes do salto. A circunstância é alvo de investigação das autoridades. Para Erika Hilton, parte da repercussão do caso nas redes sociais ultrapassou os limites ao trazer mensagens que incentivavam, celebravam ou faziam piadas sobre violência sexual contra o corpo da vítima.
No documento enviado à PF, a parlamentar apresentou uma lista de perfis e publicações que considera passíveis de apuração. Ela argumenta que as condutas podem se enquadrar no artigo 287 do Código Penal, que trata da apologia ou incitação ao crime. Além disso, pediu a investigação do crime de vilipêndio a cadáver, previsto no artigo 212 do Código Penal.

“É tenebroso que comentários como “hoje tem festa no IML” sejam feitos abertamente e as redes sociais não façam nada. Isso é misoginia, isso é incitação e isso é CRIME! Um crime cometido pela internet e cuja responsabilidade de investigação recai sobre a PF”, escreveu a deputada em suas redes sociais. A Polícia Federal ainda não confirmou o recebimento do pedido. Apesar disso, existe o entendimento de que o caso possa ser de competência estadual. A equipe jurídica de Erika Hilton afirma que há precedentes para a atuação da PF com base em entendimento do STJ e em resolução do Ministério Público Federal.
Paralelamente, a Polícia Civil investiga a morte de Maria Eduarda como homicídio com dolo eventual. Três pessoas, de 42, 32 e 27 anos, serão investigadas. Segundo a polícia, um dos suspeitos era bombeiro civil e os outros dois auxiliavam na preparação dos saltos. Inicialmente, seis pessoas foram detidas, mas três acabaram liberadas. Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra o momento em que a jovem é levada até a plataforma e lançada. Instantes depois, é possível ouvir pessoas gritando “a corda” e “gente, a corda”. Os homens que aparecem nas imagens usavam camisetas das empresas Entre Cordas e Ih Voei.







